QpQ Resenha | Inumanos – 1ª Temporada

"Inumanos" é a série mais fraca da Marvel

Se você é um daqueles que desistiu de Agents of S.H.I.E.L.D. lá na primeira temporada (que realmente tem uma primeira metade muito fraca) ou que detestou Luke Cage e principalmente Punho de Ferro, então você deve passar bem longe de Inumanos, nova série da Marvel para o canal ABC com parceria com a IMAX.

Na série, comandada por Scott Buck (que também comandou o Punho de Ferro para a Marvel), após ser traída e perseguida em função de um golpe em Attilan, a Família Real consegue escapar para o Havaí, onde a interação com a humanidade pode não representar apenas sua salvação, como também a salvação da Terra.

Iwan Rheon, o Ramsay de Game of Thrones, faz um dos piores vilões dos últimos tempos. Cheio de discursos que tentam mascarar suas motivações pífias, o ator não consegue trazer nenhuma veracidade para o papel de usurpador do poder de Attilan.

Enquanto isso, Anson Mount (Sem Escalas) faz cara e bocas super exageradas com o seu Black Bolt, o rei de Attilan que não pode falar pois dispara massas de energia capazes de causar uma destruição irreparável.

Quanto ao resto do elenco, não há nenhuma química entre eles e nem os efeitos (que seriam de se esperar que fossem bons) salvam a série. Os cabelos da Medusa (Serinda Swan, de Ballers), no primeiro episódio, são sofríveis e as demais demonstrações de poder e o cachorro Lockjaw também são desinteressantes.

A ambientação de Attilan é levemente inspirada, mas pobre, e dá a mesma sensação de Marco Polo onde só víamos basicamente uma ou duas salas do reino.

Não acho que Inumanos será renovado, se for, que troquem o showrunner e façam a continuidade com mais tempo e orçamento para tentar acertar todos os problemas apresentados nessa temporada. Que venha Justiceiro na próxima semana e Agents of S.H.I.E.L.D. (que você realmente deve dar uma chance), em dezembro.

Nota:

Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.