QpQ Resenha | Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha

"Victoria e Abdul - O Confidente da Rainha" é mais uma chance para Judi Dench brilhar

Stephen Frears sempre extrai ótimas interpretações de suas protagonistas. Basta ver A Rainha, Philomena e Florence: Quem é Essa Mulher? para se certificar. Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha não é diferente e Judi Dench está impecável mais uma vez na pele da Rainha Victoria, 20 anos depois de interpretá-la em Sua Majestade, Mrs. Brown.

O filme começa em 1887 na cidade de Agra, na Índia. Dois jovens locais são escolhidos para viajar até Londres de forma a presentear a rainha Victoria (Dench) com uma valiosa moeda local. Ao chegar, tanto Abdul (Ali Fazal) quanto Mohammed (Adeel Akhtar) estranham bastante os costumes da realeza britânica, sempre a postos para mimar a rainha. Ao entregar a moeda, Abdul quebra o protocolo e encara a monarca. Tamanha ousadia chama a atenção da rainha, que através de várias conversas não só passa a conhecê-lo melhor como também o transforma em seu conselheiro. Esta decisão não agrada nem um pouco a corte inglesa, que não entende como um humilde indiano pode ser detentor de tal honraria.

Se Dench é a atriz para o papel de Rainha Victoria ou o papel é que cai como uma luva para a atriz, fica difícil de saber. Ela traz a autoridade e o desdenho necessário para esse tipo de persona, mas sem esquecer de humanizá-la no processo.

Muitos vão reclamar de ter mais um filme sobre a coroa britânica estreando nos cinemas e inevitavelmente tendo indicações ao Oscar, mas Victoria e Abdul é tão bom e tão leve que se torna uma bela opção para escapar de outros blockbusters que estejam em cartaz.

Frears e Dench viverão para sempre, suas parcerias cinematográficas são sempre ótimas e tê-los juntos mais uma vez é um deleite de se assistir.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.