QpQ Resenha | Rúcula com Tomate Seco

O doce e o amargo gosto do amor em “Rúcula com Tomate Seco”

A comédia romântica Rúcula com Tomate Seco traz às telas, mais uma vez, as velhas e rentáveis “DRs” que se tem em todos os relacionamentos amorosos. Acabamos nos identificando com os personagens, de uma forma ou de outra, pois é um tema sempre atual.

Escrito, dirigido e protagonizado por Arthur Vinciprova (Turbulência), o filme é baseado na peça de teatro homônima – em cartaz de 2013 a 2017 – escrita também por ele. Público e amigos de Vinciprova incentivaram o projeto cinematográfico, por acreditarem no sucesso do seu primeiro longa-metragem, uma vez que ele que já havia dirigido o premiado curta Pedro, Ana e a Verdade, com Bianca Comparato.

O filme nos remete ao clássico Pequeno Dicionário Amoroso estrelado por Andréa Beltrão e Daniel Dantas, que, aliás, foi convidado por Arthur para viver na trama o pai de Pablo, numa real homenagem ao filme precursor.

Pablo (Arthur) conhece Suzana (Juliana Paiva, de Desenrola) na antessala do consultório do pai e convida a moça para comer uma pizza de Rúcula com Tomate Seco, começa, então, um tórrido e enrolado caso de amor. Juliana vive uma jovem intensamente apaixonada estando bem à vontade no papel.

A comédia se passa a maior parte do tempo entre quatro paredes e acompanha apenas o casal em conflito… Porém os flashbacks nos levam ao encontro de participações mais que especiais com Camila Amado, Rafael Zulu, Gisele Fróes e Daniel Dantas, sem falar no cantor sertanejo Lucas Lucco que atua em uma tórrida cena acompanhado da atriz Patricia Guido.

O projeto teria tudo para dar certo, proposta interessante, estilo narrativo, atores conhecidos, porém deixa um pouco a desejar, em alguns momentos não convence, em outro damos risadas e nos sensibilizamos. Ficou com gostinho de: “O que podemos fazer para melhor?”.

Algumas tiradas são ótimas, outras nos fazem sentir vergonha alheia. Os personagens cativam e repelem ao mesmo tempo. Rúcula com Tomate Seco até consegue nos fazer rir e emocionar, mas podia fazer isso de forma mais dosada e evitando que tudo acabasse em pizza…

Nota:

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Sobre Lygia Richard
Carioca da gema, formada em Educação Fí­sica pela UFRJ, e também, professora de yoga e shantala, residente no Sul do paÃís desde setembro de 1987, sempre amei ir ao cinema! Fui frequentadora assí­dua nas filas de expectadores cinéfilos dos cinemas da época de ouro do Rio de Janeiro, entre outras salas na época de minha adolescência. Hoje divirto-me sendo colaboradora do QpQ, algo prazeroso e que me traz muita alegria.