QpQ Resenha | Com Amor, Van Gogh

"Com Amor, Van Gogh" é uma ode ao pintor holandês

Vincent van Gogh já foi retratado no cinema anteriormente em Sede de Viver (1956), Van Gogh, Vida e Obra de um Gênio (1990) ou Van Gogh (1991), mas nunca a obra do pintor holandês esteve tão presente no retrato como na animação Com Amor, Van Gogh.

O filme se passa em 1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth, de Orgulho e Preconceito e Zumbis) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.

Vincent Van Gogh foi um prolífico pintor holandês que se suicidou aos 37 anos, após ter feito 800 pinturas ao longo de menos de 10 anos de carreira. E tirando Com Amor, Van Gogh, os demais filmes retratam apenas suas ações e palavras, ao invés do seu legado enquanto artista.

Com Amor, Van Gogh é uma obra de arte desde sua concepção, tendo levado 7 anos para ficar pronto. É quase como se Van Gogh tivesse levantado do túmulo, estudado a técnica da animação cinematográfica e criado o filme coproduzido entre a Polônia e a Inglaterra.

Dorota Kobiela e Hugh Welchman dirigem o filme e transformam a animação em uma espécie de suspense no qual vamos reconstruindo os últimos momentos da vida de Van Gogh através de interações com “personagens” presentes nas obras do pintor.

Cada personagem tem uma opinião diferente sobre o que aconteceu com o pintor, e nesse sentido Com Amor, Van Gogh oferece um retrato bastante complexo de um homem cujos atos mais inexplicáveis – o filme começa com o infame incidente da orelha – nunca serão totalmente compreendidos.

Os estudiosos do pintor podem ter problemas com a apropriação de sua técnica para utilização em uma animação, mas Com Amor, Van Gogh é na verdade uma homenagem artística ao gênio que tenta retratar (e ressuscitar) através de um olhar glorioso sobre o legado do seu protagonista.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.