QpQ Resenha | Assassinato no Expresso do Oriente

Agatha Christie para uma nova geração em "Assassinato no Expresso do Oriente"

Keneth Branagh pode não ser o mais inventivo diretor, mas com certeza sua marca como cineasta foi deixada em Henrique V, Hamlet, Thor e até mesmo em Cinderela. Agora é a vez do artista se aventurar por trás e na frente das câmeras dando vida ao detetive Hercule Poirot, adaptando o clássico de Agatha Christie, Assassinato no Expresso do Oriente.

No filme, o detetive Hercule Poirot (Branagh) embarca de última hora no Expresso do Oriente. Já a bordo, ele conhece os demais passageiros e resiste à insistente aproximação de Edward Ratchett (Johnny Depp, visto apenas rapidamente em Animais Fantásticos e Onde Habitam), que deseja contratá-lo para ser seu segurança particular. Na noite seguinte, Ratchett é morto em seu vagão. Com a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse, Bouc, o amigo que colocou Poirot no trem de última hora o convence a usar suas habilidades dedutivas de forma a desvendar o crime cometido.

Para aqueles familiares com a obra de Agatha Christie, a dúvida não é quem foi o assassino de O Assassinato no Expresso do Oriente, mas sim como Branagh vai manter o interesse da plateia ao longo de mais uma adaptação. A resposta é fácil: com um elenco estrelar de tirar o fôlego.

Além de Branagh (que você deve lembrar como o professor bonachão de Harry Potter e a Câmara Secreta) e Depp, o elenco conta ainda com Judi Dench (Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha), Michelle Pfeiffer (Sombras da Noite), Josh Gad (A Bela e a Fera), Penélope Cruz (Zoolander 2), Daisy Ridley (Star Wars – O Despertar da Força) e Willem Dafoe (Homem-Aranha).

Com um elenco como esse, quem precisa de outra coisa? Branagh sabe e dá a chance para cada um deles brilhar, mas nem por isso menospreza a direção de arte, o figurino, a fotografia e a trilha sonora (todos com chances concretas de ter indicações ao Oscar 2018). Tudo está bem encaixado e funciona perfeitamente na engrenagem que é o filme.

Pode não ser o longa mais espetacular e surpreendente, mas sem dúvida levará Agatha Christie para uma nova geração. Que venha Morte no Nilo, sequência já anunciada pela 20th Century Fox.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.