QpQ Resenha | #Screamers

“#Screamers” está recheado de gritos, mas nenhum deles vai ser o seu

Vamos pro exercício de sempre. Imagina a cena: você vai bater na porta de uma casa com aparência super sinistra e ela abre. É dia, então você se enche de coragem e entra. A casa parece vazia, então você se aventura mais e mais para dentro. Algumas velas vermelhas derretidas sobre a lareira, mas tudo normal. Então você sobe as escadas e ahhhhhhhh. Parece de arrepiar os cabelos, né? Sim, o lançamento de terror da semana, #Screamers, no clássico estilo found footage, até tem uns momentos bacaninhas, mas a história é tão furada e a coisa demora tanto pra acontecer que você periga dormir no meio do filme.

A história acompanha os sócios de uma empresa de internet, Tom e Chris, mais dois de seus funcionários, Griffin e Emma, durante o processo de viralização e um vídeo que a empresa recebeu de um usuário do site. O vídeo anuncia que a jovem que aparece nas filmagens vai cometer suicídio, mas de repente um personagem mascarado entra em cena gritando. Um daqueles vídeos que recebíamos aos montes por e-mails anos atrás. Tom decide contatar o criador do vídeo e pedir exclusividade no conteúdo e conhece Tara Rogers pelo telefone. E o resto é papo furado. Mesmo!

Muita gente não gosta do gênero “encontrei essa fitas no meio do mato/em uma casa abandonada/em um prédio com diversos mortos”, de repente por causa da câmera tremida, ou porque não consegue entrar no clima da coisa. Mas quando o filme é bem feito, estilo A Bruxa de Blair, [REC], Cloverfield – Monstro, Atividade Paranormal e o meu preferido, As Fitas de Poughkeepsie, ele é show. O movimento da câmera incomoda, nem sempre você consegue ver tudo que gostaria de ver, e o maldito personagem coloca você entre ele e o monstro, ou seja, você se sente mais inofensivo e exposto que em um filme normal.

Mas #Screamers não conseguiu o que muitos conseguiram. Primeiro, o filme é lento. Leva pelo menos uma meia hora para a história ser explicada. Ou seja, nesse tempo todo não rola nada de especial, a não ser um bando de chatos de blá blá blá com a câmera. Depois, a câmera não é utilizada da melhor maneira, e em certas cenas o personagem vira a câmera para si próprio (você só faz esse tipo de coisa se fora fazer isto aqui). E a história… gente, uma ideia genial, mesmo, mas desperdiçada. Ridículo! Eu ri da maneira como certas cenas de suspense fecharam, e o final é medíocre, pra ser positiva.

Bom, quer ver um filme de terror estilo found footage bom? Super dicas de nomes aí em cima. Fora isso, aproveita que tem 200 lançamentos nos cinemas nesta semana e vai com fé pra bem longe de #Screamers 😉

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.