QpQ Resenha | Extraordinário

"Extraordinário" faz jus ao nome com toda a sua simplicidade

Bondade! Essa palavra parece estar sumindo do vocabulário universal. Extraordinário é cheio de lições de compaixão e auto aceitação que vão te lembrar, mesmo sendo extremamente otimista, que a bondade faz parte do âmago do ser humano.

No filme, Auggie Pullman (Jacob Tremblay, de O Quarto de Jack) é um garoto que nasceu com uma deformação facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele pela primeira vez frequentará uma escola regular, como qualquer outra criança. Lá, precisa lidar com a sensação constante de ser sempre observado e avaliado por todos à sua volta.

Seguindo um momento importante na vida de Auggie, Extraordinário não deixa de lado os seus coadjuvantes e vai cativando não só com o protagonista, mas também com seus pais, Julia Roberts (Olhos da Justiça) e Owen Wilson (Zoolander 2), mas principalmente com sua irmã, Izabela Vidovic (Supergirl), e seus amigos, Noah Jupe (HHhH), Millie Davies (Orphan Black) e Danielle Rosa Russell (Sob o Mesmo Céu).

Stephen Chbosky (As Vantagens de Ser Invisível) dirige a adaptação do romance de R.J. Palacio com uma sensibilidade ímpar. Ele extrai boas atuações do elenco adulto e infantil, sem deixar que a história caia na pieguice ou mesmo seja maniqueísta manipulando o público para emocionar.

A narrativa, dividida em capítulos, se aprofunda na perspectiva dos diferentes personagens jovens e, por vezes, se duplica em eventos e traz novas facetas para cada um deles.

Tremblay está irreconhecível sob camadas de maquiagem e computação gráfica (assinada por Arjen Tuiten, de O Labirinto do Fauno e Malévola), ainda assim sua atuação está impecável. O menino canadense, hoje com 11 anos, prova o motivo que o destacou em O Quarto de Jack, seu talento nato.

Nos entusiasmamos com Auggie, suas observações sobre o mundo e suas respostas para alguns problemas da vida (que também passamos e nos identificamos, mesmo não tendo a aparência do menino). Extraordinário é uma história de conexão, não de sofrimento, ele vai dramatizar a vida de um garoto perante as pessoas ao se redor e as adversidades da vida e com isso nos convida a embarcar com ele. Eu aconselho: se deixe levar e emocione-se!

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.