QpQ Resenha | Apenas um Garoto em Nova York

"Apenas um Garoto em Nova York", inspirado pela canção de Simon & Garfunkel, apresenta uma história em camadas até impactar com o final

Apenas um garoto em Nova York é a história de Thomas Webb (Callum Turner, de Victor Frankenstein), um jovem que quer ser escritor, mas se sente impedido por um comentário de seu pai, Ethan Webb (Pierce Brosnan, de Invasão de Privacidade) anos atrás, assim que leu seu manuscrito. Coincidentemente, o diretor compartilha o sobrenome destes e é nada mais nada menos que Mark Webb, o mesmo que nos deu 500 Dias com Ela e O Espetacular Homem-Aranha. O tom acertado do último, no entanto, não se repete neste.

Thomas é filho de um casal rico que mora no Upper East Side e que decide se mudar para uma parte mais cool e onde ele mesmo possa pagar. Lá ele conhece em seu vizinho uma figura de pessoa, W.F., interpretada por Jeff Bridges (Kingsman: O Círculo Dourado). O cara se interessa pela vida do jovem e Thomas começa a compartilhar suas angústias e anseios. Uma delas é Mimi (Kiersey Clemons, de Vizinhos 2), sua amiga e por quem está apaixonado. Mas ela não dá muita bola nesse sentido e quer continuar a amizade. Thomas então conta tudo para W.F.

A revolução na vida de Thomas realmente tem início com a descoberta de que seu pai está tendo um caso com Johanna (Kate Beckinsale, de Anjos da Noite – Guerras de Sangue), uma colega de trabalho. Com a desculpa de vigiá-la para eventualmente desvencilhá-la da ideia de continuar o affair com seu pai, o que começa como uma investigação amadora torna-se um jogo emocionalmente perigoso quando Thomas também se envolve com Johanna. Enquanto isso, a mãe, Judith Webb (Cynthia Nixon, de Além das Palavras), muito ligada ao filho, está alheia à verdade. Mas nem tudo é o que parece.

O elenco está muito bem e o final pode surpreender, porém a trama peca em instigar o interesse do espectador como uma comédia romântica – o que esse filme realmente não é. Apenas um Garoto em Nova York é um drama romântico com seus momentos de comédia. Entretém, porém não inspira como a bela canção de Simon & Garfunkel.

Nota:

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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.