QpQ Resenha | O Que Nos Liga

Em "O Que Nos Liga" o filho pródigo retorna ao saber que o pai está à beira da morte

O Que Nos Liga mostra a relação de uma família desconstruída (não o são todas?) pelo afastamento de Jean (Pio Marmaï), há cerca de 10 anos sem dar notícia para seus irmãos ou pai. Jean retorna a sua terra natal, Borgonha, ao saber do problema de saúde de seu pai e ajuda os irmãos Juliette (Ana Girardot) e Jérémie (François Civil) a administrar e fazer o serviço pesado do vinhedo que possuem como herança.

Enquanto Juliette o recebe de braços abertos, Jérémie precisa de mais explicações a respeito do sumiço do irmão. Passam-se meses nessa reconciliação fraternal, enquanto Jean perde o controle de outra relação: a com a mulher e o filho, que o esperam na Austrália. Alicia (Maria Valverde) aparece aos 45 do segundo tempo para remendar a situação e a química entre a família nuclear é palpável, Alicia mostrando-se uma mulher forte, mas também vulnerável, assim como o permite a complexidade humana.

O filme tem um ritmo mais lento, porém não cansativo. É como se estivéssemos de férias na Borgonha, nos campos de vinho, testemunhando esse reencontro dos irmãos, a partilha dos bens, a decisão de ficar com o vinhedo ou não, a volta do filho pródigo, o retorno da mulher com o filho.

Cédric possui a mão mais firme nas cenas em família, em contraste com as cenas em que Jean está sozinho. Em família, os atores exultam uma energia e uma sintonia incríveis e vale a pena ver o que, essencialmente, liga essa família, o que nos liga a nossa própria.

Nota:

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Sobre Marcela Sachini
Libriana (portanto, indecisa), sou viciada em seriados (inclusive sul-coreanos), apaixonada por idiomas, música e literatura. Moraria em Notting Hill com toda a certeza, só esperando um convite do Henry Cavill para isso. Fui ao cinema pela primeira vez com 6 anos. Foi amor à primeira vista, desde então não parei mais.