QpQ Resenha | Jovem Mulher

"Jovem Mulher" mostra que que mulher pode ser independente e não precisa de um casamento

Jovem Mulher conta a história de Paula, uma jovem que decidiu seguir seu namorado até Paris após uma longa ausência dele. Lá ele acaba terminando o relacionamento com ela, após 10 anos juntos. Com esse tapa na cara, ela decide permanecer em uma cidade desconhecida e aproveitar tudo o que for possível. Pena que a vida não é tão fácil assim e, além da porta do apartamento do namorado fechada na cara dela, Paula terá muitas outras complicações.

Ah, o cinema francês… Mais uma vez temos uma comédia romântica muito gostosa de ser assistida, com elementos cênicos bem colocados e um roteiro bem fofo que vai desconstruindo a personagem ao desenrolar da história. O legal aqui é ver a protagonista começar a cortar os vários cordões umbilicais adquiridos com a vida, que causam conforto a ela. Agora, com a saída da zona de conforto, Paula pode crescer como mulher e deixar de ser jovem e ingênua.

A diretora Léonor Serraille consegue construir uma Paula natural e despojada, interpretada brilhantemente pela atriz Laetitia Dosch (Um Belo Verão) e isso é um grande acerto na carreira, visto que Jovem Mulher é apenas o primeiro longa de Léonor.

Os colegas dela também são bem fofos e juntos todos constroem uma química irreverente e típica dos filmes do gênero, especialmente franceses. Não temos nada de grandioso tecnicamente falando a não ser as locações que são lindas, fazendo com que a fotografia do filme seja maravilhosa.

O grande trunfo de Jovem Mulher é mostrar que a mulher pode ser independente e não precisa de um casamento para ser feliz ou se sentir completa. A autonomia feminina é muito presente aqui. Com essa mensagem maravilhosa e com esse gênero fofo, não dá pra fugir de Paula, né?

Nota:

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Sobre Bira Megda
Publicitário em formação, é apaixonado por cinema desde pequeno. Entre suas paixões do mundo cinematográfico, as obras de Steven Spielberg e os romances estrelados por Audrey Hepburn se destacam facilmente (mas não que um filme sangrento dirigido pelo Tarantino seja dispensável). Além disso, ama escrever sobre o mundo pop e colecionar filmes e livros. Por último, mas não menos importante, respira e come tudo relacionado ao universo Harry Potter. P.S.: ele também acha estranho escrever sobre si mesmo em terceira pessoa.