QpQ Resenha | O Touro Ferdinando

"O Touro Ferdinando" invadiu os cinemas falando sobre aceitação

Depois do sucesso de Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme e as questionáveis sequências de A Era do Gelo, a Blue Sky Studio parece ter acertado a medida com seu mais novo lançamento: O Touro Ferdinando.

Ferdinando é um touro diferente dos outros, pois ao invés de brigar e provar sua força sempre que possível, ele prefere uma vida mais calma, que possa ser aproveitada sem violência e fazendo uma das coisas que mais gosta: cheirando flores. É por isso que ainda quando pequeno ele foge da fazenda de touros onde vive e acaba encontrando uma família que o ama exatamente como ele é. Em seu novo lar, ele cresce e se torna um touro imenso e gentil. Um dia, quando tenta acompanhar sua família em um festival, ele é confundido com um touro comum e levado para longe deles, exatamente para a fazenda de onde havia fugido. Lá ele reencontra seus amigos de infância e percebe que para mudar a ideia de todos a respeito de como um touro deve ser, vai precisar enfrentar um grande desafio.

A primeira vez que essa história ganhou as telonas do cinema foi em 1938, em formato de curta. Agora, nada menos do que 80 anos depois e dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, temos a chance de ver o personagem transformado, ainda que com a mesma essência, e estrelando um longa.

A principal discussão do filme, e que tem sido a de muitas outras histórias, é a aceitação. Ferdinando, dublado originalmente pelo ator John Cena, lidera essa busca, mas os outros personagens também têm questões parecidas e passam o filme encontrando suas verdadeiras personalidades e percebendo como vale a pena ser quem se é realmente. Além disso, a dinâmica da trama está bem equilibrada entre cenas de ação, drama e a comédia. O detalhe do Coelhinho, por exemplo, é sensacional, impossível não rir.

A versão dublada em português ficou a cargo de Otaviano Costa, Maisa e Thalita Carauta, mas é possível assistir ao filme sem ligar diretamente as vozes a cada um deles. Agora que a sugestão está dada, só faltam os ingressos e a pipoca. Corra assistir!

Nota:

Please follow and like us:
Sobre Thais Wansaucheki
Publicitária descendente de ucranianos que além de cinema nunca dispensa um bom Chai. Como curitibana da gema, aproveito os (raros!) dias de sol andando de bicicleta e os dias de frio com livros, HQs e receitas de doces! Sem falar das horas de conversas com amigos que independem do clima. Adoro balões e sou fã e jogadora incansável de Tetris.