QpQ Resenha | Curtas – What the F… rench!?

Curtas da categoria "What the F... rench!?" exploram as sutilezas da simplicidade

Uma mescla entre o excêntrico e a simplicidade é o que se pode esperar dos filmes da categoria What the F… rench!? do My French Film Festival 2018. É um grupo com longas e curtas que ao mesmo tempo que mostram histórias inusitadas como se fosse algo corriqueiro, também mostram as peculiaridades da simplicidade, fazendo de cada um de seus filmes uma peça única. São histórias para encantar, divertir e surpreender reunidos na oitava edição do festival que mostra as mais recentes criações cinematográficas francesas.


Bonita

A simplicidade dos curtas é sempre o que me chama mais atenção nessas pílulas de histórias. No caso de Bonita, do diretor Axel Courtière, a trama é sobre a paixão de Oscar Mongôut, um canibal, por sua vizinha, a vegetariana Srta Carotte. Oscar não sabe que a razão do seu afeto tem hábitos tão diferentes dos seus até convidá-la para jantar, mas ele reúne coragem para se preparar para o evento e declarar seu amor. Esse pequeno mistério seria apenas mais um não fosse a incrível personalidade dos personagens, que de tão marcantes se estendem para o cenário, ditam o ritmo do filme e fazem o enredo parecer deles e de mais ninguém.

Nota:


Lazare

Quão à risca o conselho “não confie em estranhos” deve ser levado? Pode parecer exagero mas Lazare, personagem principal do curta homônimo, tem um encontro às cegas com uma amiga virtual e não sabe exatamente o que esperar dela. A trama mostra essencialmente um detalhe da vida cotidiana que passa despercebido de tanto que se repete, é uma história que pode ser contada por qualquer pessoa e é justamente essa característica que torna o filme único, pois os finais são de múltiplas possibilidades.

Nota:


O Roteirista

A carreira do roteirista Jonas está prestes a decolar, só faltam alguns pequenos ajustes de roteiro e as gravações do seu primeiro filme serão iniciadas. Para garantir que o prazo será cumprido, seu produtor contrata um roteirista mais renomado para ajudar com os toques finais, o talentoso John Loubric. Ele hospeda o célebre artista em sua casa e os dois começam a trabalhar juntos, porém, existem mistérios muito maiores do que o desfecho da trama dos quais Jonas nem desconfia. O final da história, e o modo como as cenas dessa parte do filme são construídas, são os elementos responsáveis por destacá-lo dentro do festival. Pode não ser o mais original, mas não deixa de surpreender!

Nota:


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Sobre Thais Wansaucheki
Publicitária descendente de ucranianos que além de cinema nunca dispensa um bom Chai. Como curitibana da gema, aproveito os (raros!) dias de sol andando de bicicleta e os dias de frio com livros, HQs e receitas de doces! Sem falar das horas de conversas com amigos que independem do clima. Adoro balões e sou fã e jogadora incansável de Tetris.