QpQ Resenha | A Lei da Selva

"A Lei da Selva" faz comédia criticando o neoliberalismo e a burocracia francesa

Os ingleses são conhecidos pelo seu humor particular, mas A Lei da Selva deixa claro que os franceses não estão muito longe disso.

Na comédia, Marc (Vincent Macaigne), estagiário do Ministério da Norma, foi enviado para Guiana para o lançamento da primeira estação de esqui da Amazônia. Durante a estadia no local, ele fica perdido na selva com Tarzan (Vimala Pons), aprendiz no Instituto Nacional de Florestas.

Se você não gosta de humor caricato deve passar longe de A Lei da Selva, mas saiba que estará perdendo ótimos momentos de diversão. Sem contar a máxima que diz que toda brincadeira tem um fundo de verdade. Com o filme não seria diferente. Há uma sátira muito inteligente sobre a burocracia, o colonialismo e o comercialismo, presente aqui.

Estar familiarizado com a política francesa e a famosa burocracia do país é quase um pré-requisito para assistir A Lei da Selva, mas tem tantas outras piadas simples (pra não dizer até bobas) que te fazem rir mesmo se você não se interessar no assunto.

A Lei da Selva pode não ser a mais engraçada das comédias, mas ainda assim é deveras divertida. Um filme que brinca com o espírito de aventura, tem um quezinho de anarquismo e crítica o horror neoliberal que temos vivido. Uma dica e tanto para tempos sombrios!

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.