QpQ Resenha | Curtas – Love “à la Française”

Os curtas "Love 'à la Française'" falam de amor nos mais diversos gêneros

Os franceses são conhecidos pela língua com tom romântico, pelos amores passeando no rio Sena ou flertando com o horizonte ao fundo da torre Eiffel. Se eles falam a língua do amor, nada melhor do que filmes que representem o sentimento nos seus mais diversos gêneros, estilos e definições, não é mesmo? A lista de curtas dessa mostra está sensacional, olha só:


Vida Longa ao Imperador

O amor supera as manias mais bizarras do ser amado? Bébé é um homem apaixonado pela história de Napoleão – principalmente por seus soldados – na famosa batalha de Waterloo. Ele realmente leva muito a sério a encenação dessa cena histórica e acaba levando a namorada para um desses acampamentos e ela percebe que ele tem uma paixão extrema por aquela situação. Será que ela vai encarar a fantasia ou ele vai encarar a realidade? Só vendo para saber. O curta é divertido principalmente por forjar uma situação do passado, nos fazendo viajar um pouco pela história da França.

Nota:


Afogamento Proibido

Em um futuro distópico é totalmente proibido se afogar, usa-se moedas para quase tudo – inclusive abrir a porta de casa – e a solidão parece ser uma premissa. É assim que uma sereia de cabine e uma mergulhador de chafariz se encontram e tentam mudar seus destinos através dos desejos. Mesmo no futuro mais pessimista que possamos ter, há um fio de esperança se a gente acreditar. O curta é o mais bacana dessa mostra e une fantasia com crítica social de uma forma leve e divertida.

Nota:


O Gosto do Vietnã

Como um romance começa e termina? Lembramos de cenas recortadas que surgem na memória, nem sempre em ordem temporal. Nesse curta uma relação é dissecada em momentos simples e totalmente fora de ordem. Não nos interessa onde começou ou como terminou, mas sim aqueles momentos bonitos e/ou divertidos. O curta ganha muitos pontos por brincar com a linguagem do tempo, nos fazendo montar o quebra-cabeça proposto na tela.

Nota:


Um Vestido de Verão

Uma das propostas mais bacanas do festival é trazer os primeiros trabalhos de cineastas reconhecidos na atualidade. Um Vestido de Verão é um curta, de 1996, do François Ozon e tem muitas das características típicas dos seus personagens. Desde a ambiguidade sexual – esqueça rótulos, aqui todo mundo transita livremente – até as aventuras vividas da forma mais fora do comum possível estão presentes. Um amor de verão, efêmero ou não, sempre vale a pena.

Nota:


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Sobre Emanuela Siqueira
Formação em Letras mas é multitask por opção. Cinema, Literatura, Feminismo, Cultura Livre, Música barulhenta, Quadrinhos e Tradução definem um pouco. Tem fé em Darren Aronofsky e acredita em vida atrás das telas.