QpQ Resenha | Sobrenatural: A Última Chave

“Sobrenatural: A Última Chave” é o pior lançamento de terror do ano - e olha que o ano ainda nem começou direito

No finalzinho do ano passado, fui conferir Jogos Mortais: Jigsaw e achei uma porcaria. O filme não tinha história alguma e se segurou (demais) em algumas “imagens fortes” (quando digo demais, é demais messsmo), e uns jumpscares (1. Jumpscare. Uma técnica usada em filmes de terror ou video games. Esta técnica visa assustar a audiência, com uma mudança abrupta de imagem, geralmente ocorrendo junto a um som alto. DI). Ou seja, uma droga. E se eu disser que o novo Sobrenatural: A Última Chave está no mesmo estilo? Pois é, pode começar a chorar.

Como muitos filmes de franquias de sucesso têm feito, Sobrenatural: A Última Chave volta na década de 1950, quando a paranormal Elise Rainier (Lin Shaye) era uma garotinha. E aí já começam os problemas, entre atuações horríveis e clichês de deixar você com sono (o pai bêbado agressivo, a mãe que tenta conciliar as coisas, o irmãozinho medroso), além dos jumpscares, que já começam ali, pois não tem nada mais profundo para assustar a plateia. Depois voltamos para Elise adulta, indo resolver um caso de assombração em sua antiga casa. Aí a coisa piora, até cair em um emaranhado de histórias paralelas pessimamente trabalhadas e que juntas não fazem sentido algum. E dão sono.

A história é muito fraca. Primeiramente, novamente, todos os atos malignos são baseados em uma entidade do mal que manipula as pessoas, mas esta entidade, diferente de como trabalhado nos dois primeiros filmes (porque o terceiro não é bom!), não tem uma história, um motivo, uma razão para ser como é. Além de não entendermos sua motivação, não temos uma boa explicação para alguns detalhes importantes de sua aparência. Além disso, temos pelo menos umas 3 ou 4 histórias dentro da história, nenhuma indo muito profundamente, pois todas têm pouco tempo para convencerem, incluindo os diversos personagens secundários, aos quais não nos conectamos, pois não sabemos bulhufas deles.

Imagino que se o roteirista tivesse trabalhado uma das linhas da história muito bem, poderia ter dado liga. Trabalhado com calma, com suspense, construindo a história aos poucos, mas jogando umas cenas aqui e ali para nos matar do coração. Sem o efeito jumpscare, que é irritante, pois é amador e um recurso usado quando você não tem mais nada para oferecer. Ah, e vale mencionar que a trilha sonora é a pior coisa em um filme de terror que eu já vi. Construir o momento? Vixe! Tudo que fez foi me fazer rir. Quando não me embalou em um soninho (pena que é tão caro e desconfortável dormir em uma sala de cinema).

Bom, esperamos com fé no Universo que esta série de filmes tenha chegado ao fim. Depois de um ano incrível para os filmes de terror (você já viu a retrospectiva?? Veja aqui), esperamos mais audácia e imaginação dos grandes estúdios. Ou então vamos ficar em casa assistindo os independentes pelo Netflix e por outros canais. Chega dos mesmos 😉

Nota:

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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.