QpQ Resenha | Queer Eye

Novo "Queer Eye" fala sobre aceitação e diverte com inteligência

Quinze anos atrás, um grupo de 5 homens gays estreavam na TV americana com um reality show que transformaria o modo como os estereótipos são vistos pela sociedade. Consagrado pelo público e vencedor do Emmy, o programa original contava com Ted Allen, Carson Kressley, Kyan Douglas, Thom Filicia e Jai Rodriguez. Agora, em 2018, o criador David Collins, repagina o conceito do programa e traz para a Netflix os novos Fab 5 para uma temporada mais moderna e enxuta, mas ainda seguindo a fórmula de sucesso que deu fama a série. Queer Eye, além de ser puro entretenimento, hoje consegue conversar com um mundo um pouco diferente, mas ainda assim, que precisa de mais aceitação. Homens héteros, mal cuidados, com baixa auto-estima e que lidam com alguma dificuldade emocional e familiar, são o alvo perfeito para o programa, que tenta deixá-los mais confiantes com uma pitada do bom gosto gay.

A nova temporada, selecionou homens do estado da Georgia, no sul dos Estados Unidos. Região conhecida por seus preconceitos, fanatismo religioso e ódio racial. Em cada episódio, é mostrado um tipo de homem diferente que mesmo tendo referências tão duras de vida, estão abertos a passarem por uma transformação fabulosa, cheia de emoção e muito divertida. Eles abrem seus corações para os apresentadores e muitas relações paralelas são construídas com alguns convidados. Há um episódio em que Karamo confronta Cory, exatamente sobre essa tensão entre a comunidade negra e o abuso de poder dos policiais americanos. Em outro, Bobby elabora mais sobre como foi crescer na igreja e como sofreu a ponto de pedir a Deus para que ele não fosse gay.

A aceitação é a palavra que move o novo elenco, que segura o programa sem perder para o carisma de seus originais. Bobby Berk fica com a parte de design de interiores, Karamo com cultura, Tan France é o guru fashion, Antoni Porowski fica com a parte de gastronomia e o destaque absoluto Jonathan van Ness é quem ensina cuidados pessoais e beleza. Eles ainda mostram na tela como se dão bem e como o talento e a diversidade cultural de cada um, contribui para que o novo Queer Eye seja importante e relevante para a nova geração. Uma bela opção de maratona e também um alívio no catálogo de streaming que investe tanto em conteúdo sci-fi ultimamente.

Nota:

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Sobre Felipe Cavalcante
Formado em RTV, fã de boas músicas e boas histórias, sempre em busca de coisas novas e empolgantes. Obcecado por super-heróis e pela magia do impossível que se torna real nas telas da TV e do cinema.