QpQ Resenha | O Retorno de Mary Poppins

Emily Blunt é a alma de "O Retorno de Mary Poppins"

54 anos depois do original, Mary Poppins está de volta em um encantador musical infantil, agora interpretada pela ótima Emily Blunt (O Diabo Veste Prada).

No filme, numa Londres abalada pela Grande Depressão, Mary Poppins (Blunt) desce dos céus novamente com seu fiel amigo Jack (Lin-Manuel Miranda, um eco do Bert, de Dick Van Dyke, do original) para ajudar Michael (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer), agora adultos trabalhadores, que sofreram uma perda pessoal. As crianças Annabel (Pixie Davies), Georgie (Joel Dawson) e John (Nathanael Saleh) vivem com os pais na mesma casa de 24 anos atrás e precisam da babá enigmática e o acendedor de lampiões otimista para trazer alegria e magia de volta para suas vidas.

O diretor Rob Marshall, vem aprimorando suas experiências musicais no cinema. Tendo Chicago, Nine e Caminhos da Floresta no currículo (apenas em musicais), é de se esperar que o trabalho musical do diretor em O Retorno de Mary Poppins seja no minimo cativante. E é!

Marshall se entrega à consagrada fórmula Disney! O Retorno de Mary Poppins combina a alegria e a imaginação infantil com um quê de melancolia, como só o estúdio é capaz de fazer. Com isso, assim como nos clássicos da casa do Mickey, você acaba com um sorriso no rosto, enquanto uma lágrima escorre de seus olhos. E o filme tem tudo para ser levado às próximas gerações incessantemente, assim como o clássico de 1964.

O ousado uso das cores de uma caixa de lápis, pelo diretor de fotografia Dion Beebe (frequente colaborador do diretor) ou pela figurinista Sandy Powell, são a referência mais próxima ao original protagonizado por Julie Andrews. Mas é quando os personagens de carne e osso estão imersos em um lindo mundo animado em 2D que os verdadeiros encantamentos de Mary Poppins acontecem.

E ainda quando Meryl Streep faz sua aparição como a ótima prima Topsy que os ecos do original se tornam ainda mais evidentes (sendo a personagem uma combinação perfeita com o Tio Albert do original). Assim como Star Wars – O Despertar da Força, O Retorno de Mary Poppins não é uma simples continuação. O filme funciona como uma refilmagem, cheia de nuances, mesmo que a história siga seu rumo em frente, como uma continuação.

Finalmente, os fãs do filme original vão aquecer o seu coração com a aparição de Dick Van Dyke.

O Retorno de Mary Poppins é um hino às maravilhas da infância, em qualquer idade. Por isso, nada melhor do que se deixar levar pela magia do longa e voltar a acreditar na inocência, mesmo que seja apenas pelas 2h10 de duração do filme.

Nota:

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Sobre Felipe Sclengmann
Era praticamente impossí­vel que o cinema não acabasse sendo minha paixão. Cresci no prédio onde um cinema funcionava, criado por um avô e uma avó que se conheceram trabalhando no ramo. Então, tá explicado! Falar sobre cinema é um hobbie, uma paixão, tá no meu sangue! Este é o motivo do Quadro por Quadro existir (além de aplicar os conhecimentos de uma graduação em Sistemas de Informação, a qual detesto) e ele está aí para reunir quem também ama esta arte.