QpQ Resenha | Tatuagens Falsas

"Tatuagens Falsas" expressa mais do que uma marca externa

Theo comemora seu aniversário de 18 anos sozinho em um show punk. Na fila do restaurante, uma garota loira e comunicativa chamada Mag comenta sobre sua falsa tatuagem no braço, todo tímido e mal-humorado Theo não dá muita bola para Mag, que continua a puxar assunto com o rapaz. A conversa evolui e Theo da carona para Mag de bicicleta até sua casa, que o convida para passar a noite lá. Inicia então um romance que não costumamos ver em filmes do gênero. Na manhã seguinte Theo se despede de Mag e ganha uma nova tatuagem falsa, o número de telefone dela em seu antebraço.

Eles encontram um desafio: Theo precisa sair de Montreal devido a erros do passado e restam apenas duas semanas para eles se envolverem. Mag tem 19 anos, é monitora infantil em uma colônia de férias e convive muito bem com sua família. Theo é introspectivo, não tem uma relação boa com sua mãe, mas é muito apegado a sua irmã, que o convida para morar com ela em La Pocatière.

O filme valoriza as redes sociais, o estilo alternativo de se viver, dons artísticos, boa música e a importância dos laços familiares. Como um bom filme francês, não peca em bons enquadramentos. Os atores Anthony Therrien (Theo) e Rose-Marie Perreault (Mag) irão te convencer que amar supera rotulações, diferenças de personalidade, situação financeira e distância.

O diretor e escritor Pascal Plante conta com seu irmão Dominique Plante para encantar seus filmes com trilhas sonoras marcantes e aqui não é diferente. O cenário é outro ponto positivo do longa, pois apresenta cores e decorações que encaixam com a personalidade dos protagonistas.

Tatuagens Falsas é exemplo do talento canadense de encenar romances reais embebidos em música e intensidade, caminhos já traçados pelo canadense Xavier Dolan em sua filmografia.

Nota:

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Sobre Fabricio Vilela
Goiano que odeia pequi. Apaixonado por animações, ficções científicas, curtas-metragens e dramas. Fui pela primeira vez ao cinema para assistir Titanic. Trabalho com educação ambiental e vejo no cinema um mecanismo de mudança.