QpQ Resenha | Curtas – Family Business

Os curtas na categoria Family Business falam das relações entre pais e filhos

A categoria curtas acaba não recebendo o destaque que merece em alguns festivais. Ainda bem no MyFFF eles têm tanto destaque quanto os longas. Imagina só ter que contar uma história completa em 10 minutos? É para poucos. Então aproveita que aqui você não vai ter a desculpa de não ter tempo pra assistir e confira todos estes curtas incríveis no Festival, divididos em categorias (pra facilitar ainda mais sua vida!).

Os curtas na categoria Family Business falam das relações entre pais e filhos. Um tema ousado, pois é sempre mais fácil falar das relações entre mulheres, mães e filhas, principalmente na cultura latina, onde esses homens normalmente têm relações conturbadas e distantes. Então é interessante ver esse tema tratado com sensibilidade e beleza nos dois longas e nos dois curtas, que fazem recortes das relações entre pai e filho e suas maneiras de conciliar as diferenças.


Cão Azul

Neste curta, pai e filho são estranhos um para o outro. O filho na verdade tenta se manter o mais longe possível de casa, onde o pai, fixado na cor azul, tenta se proteger de todas as outras cores. Apesar da estranheza que o filme causa, ele representa muito bem as relações entre pais e filhos em geral, com seus conflitos de gerações e dificuldade de aceitação de diferenças. O rapaz do filme tem vergonha do pai que não sai de casa e pinta o cachorro de azul, fazendo parecer que nossos conflitos são bobos, e nos faz repensar se não estamos exagerando um pouco na falta de empatia.

Nota:


Um Homem, Meu Filho

Neste curta, pai e filho estão muito distantes e ao mesmo tempo muito próximos. O pai, um emigrante na França, se esforça para aceitar as escolhas do filho, que vão contra sua cultura conservadora. Mas apesar das diferenças entre esses dois homens, o amor pelo cinema os une e acaba fazendo com que passem um dia juntos, onde o filho compartilha um pouco do seu dia a dia com o pai.

Nota:


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Sobre Melissa Correa
Cinema sempre foi minha maior paixão, sempre fez parte de quem eu sou. Quando criança, eu levantava pra ver filmes de terror de madrugada, escondida. Ficava até três da matina (bendito fuso horário de Los Angeles!!) pra acompanhar o Oscar. E salvava cada centavinho pra ver os filmes no cinema. Hoje também curto viajar, beber café e ler, mas o cinema continua em primeiro lugar na minha vida.