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Resenha │ Guy

17.01.2019 │ 12:59

“Guy” retrata a vida como ela é

Curiosidade é um sentimentos difícil de dominar. Tanto que às vezes o melhor é achar um jeito de ceder e evitar sensações piores, como culpa ou dúvidas eternas. O longa Guy, participante do My French Film Festival 2019, sob a direção de Alex Lutz, mostra a história de um homem que parece ter encontrado o modo perfeito de sanar sua curiosidade.

Depois que o jornalista Gauthier (Tom Dingler) perde sua mãe, além do luto ele também precisa lidar com o fato dela ter lhe contado que ele é o filho ilegítimo de um famoso cantor dos anos 60, Guy Jamet (Alex Lutz). Intrigado com sua própria história mas sem querer ir contra o pedido da mãe de não revelar esse segredo para Guy, ele entra em contato com o artista com a desculpa de querer gravar um documentário sobre sua vida. No decorrer da última turnê do cantor, eles passam a se conhecer.

O filme é o próprio documentário da história, e apesar do jornalista ser um dos personagens principais, ele literalmente fica atrás da câmera, a não ser por algumas poucas cenas. É uma maneira simples, mas bem construída de se manter o interesse, além de conferir um ar de intimidade à narrativa. E além de não vermos de cara quem é o responsável pelo desenrolar da história, não fica claro até o final do filme se o segredo que ele carrega vai ser revelado ou não, se haverá uma conversa entre os dois como pai e filho e não apenas como amigos.

É no fim das contas um retrato da vida real de um personagem que normalmente está sob os holofotes, que viveu momentos de fama e glamour, mas que agora é visto sob uma perspectiva tão real quanto a vida de qualquer um de nós.

Guy

(Guy)
País: França
Direção: Alex Lutz
Roteiro: Anaïs Deban, Alex Lutz
Elenco: Alex Lutz, Tom Dingler, Pascale Arbillot
Ano: 2018
Duração: 1h41

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