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Resenha │ Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

19.12.2016 │ 07:39

Aos seis anos de idade o coala Buster Moon visitou o teatro da cidade e ficou maravilhado com o que viu ali. Foi nesse instante em que decidiu não ser apenas espectador de tudo isso. Já adulto, Buster torna-se o dono do teatro, que carrega seu sobrenome, e então vê que as coisas não são tão fáceis assim.

Com o teatro à beira da falência e correndo sério risco de perde-lo, Buster decide promover um concurso de canto na cidade como meio de levantar fundos para novamente dar vida ao estabelecimento comprado com tanto suor. O grande problema é que ninguém dá a mínima para o teatro sob a administração de Moon, nem mesmo a maior cantora da cidade, que esteve presente em muitos espetáculos.
Sem dinheiro nem mesmo para a premiação do concurso, o produtor não desiste e o divulga com um prêmio que acaba sendo maior do que pode financiar, depois de um absurdo erro de digitação de sua secretária. Isso aumenta significativamente o número de participantes interessados.

Com uma fila gigantesca esperando o teatro abrir as portas, Buster vê sua carreira ganhar rumo e aí começa a diversão. As cenas das audições são as mais esperadas pelo espectador, mas duram pouco. Vários hits de sucessos dos últimos anos são cantados por diferentes candidatos sob o olhar do coala que pretende escolher apenas alguns para compor seu grande show.
Parte dos selecionados foram apresentados logo no início da animação, exercendo suas vidas singulares, porém com algo em comum: o canto. Essa introdução dos personagens diminui um pouco a expectativa durante os testes mas, ainda assim, temos algumas surpresas. Depois de sermos bombardeados com diferentes músicas interpretadas pelos mais diversos animais da cidade, sentimos um arrepio a cada ensaio do elenco escolhido para o grande espetáculo que pretende salvar o Teatro Moon.

O roteiro conta a vida e as dificuldades de cada um dos escolhidos na audição e como eles lidam com suas rotinas junto dos ensaios e não apenas a dificuldade de Buster em recuperar o legado de seu teatro e de conseguir o dinheiro para os vencedores.
Para aquele que desejam assistir ao filme dublado, trago-lhe uma péssima notícia: alguns dos dubladores são de fato atores e conseguem interpretar bem o papel do personagem. Todavia, temos alguns cantores brasileiros no elenco de dublagem que deixam a desejar na interpretação. Isso fica muito óbvio quando os personagens estão tendo um diálogo e depois resolvem cantar, há uma diferença até mesmo no tom de voz, já que as músicas cantadas são do áudio original da animação. Diferente do elenco composto por muitos cantores que de fato são atores e não têm nenhuma dificuldade de soltar a voz seja em diálogos ou enquanto cantam na versão americana.

A qualidade gráfica da animação é ótima, mas o roteiro parece não seguir uma linha muito bem desenhada, talvez pelo número de personagens abordados na trama. O conjunto todo nos presenteia com várias músicas, em sua maioria as mais tocadas nos últimos anos, o que é uma das principais propostas do filme. A tensão dos personagens enquanto enfrentam o palco é muito bem transmitida para o espectador, mas quando a música começa a tocar todas as preocupações desaparecem.
Nota:

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Sing – Quem Canta Seus Males Espanta

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