Hotel Amor

(2025) ‧ 1h34

Um turno de trabalho conturbado em Lisboa

Melissa Pasqualli

O filme acompanha um turno ao lado da gerente do Hotel Amor, Catarina. Com uma vida que gira em torno do trabalho, ela se vê recebendo o desafio de provar para a nova administração da empresa que é capaz de manter tudo funcionando sem baixas.

O problema é que a lei de Murphy nunca falha. Tudo o que pode dar errado, dará errado. A equipe é atrapalhada, os hóspedes são excêntricos e uma série de situações inesperadas transforma o dia em verdadeiro caos.

Para complicar ainda mais, uma pessoa do passado amoroso de Catarina (Jessica Athayde) reaparece, mexendo com seus sentimentos e desorganizando sua vida pessoal ao mesmo tempo em que precisa gerir as eventualidades no hotel.

No meio dessa confusão aparece Marcelo Adnet, interpretando uma versão de si mesmo, um comediante brasileiro que vai a Lisboa para fazer um show e acaba hospedado justamente nesse hotel e criando um arco com alguns personagens da equipe do Hotel Amor.

Todo esse caos é gravado em plano sequência, contribuindo com a sensação de estar participando de um dia de trabalho caótico. A direção de Hermano Moreira é divertida e dinâmica. Bebe das fontes de produções como The Bear, The Pitt e Blue Moon. Fazendo caber um universo de consequencias nas quatro paredes de um ambiente principal.

Bem humorado, com atuações timidas mas roteiro equilibrado, Hotel Amor é uma tempestade sequencial. Embora não seja fortemente memorável, diverte o telespectador e faz jus ao tempo que pede de atenção.

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