O Centenário Que Fugiu Pela Janela e Desapareceu

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12.02.2016

Se Forrest Gump – O Contador de Histórias fosse um centenário sueco e cheio de humor negro, seu filme pareceria com O Centenário Que Fugiu Pela Janela e Desapareceu. Mas enquanto o longa americano é sobre família, a história e a passagem do tempo, o sueco é uma comédia insolente sobre a passagem do tempo e como lidamos com os acontecimentos da vida.
Na trama, Allan Karlsson é um homem que decide fugir do lar onde mora bem no dia em que comemora um século de existência. Após passar a vida participando de forma involuntária dos maiores acontecimentos do planeta, ele agora está novamente livre para viver suas aventuras improváveis.
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Pela cena de abertura, em que Allan Karlsson (Robert Gustafsson, com a maquiagem que rendeu a indicação do filme ao Oscar) resolve fugir da casa de repouso em que foi colocado após explodir a raposa que matou seu gatinho, você percebe que este não é um “senhorzinho” com quem você irá querer se meter.
Ele acaba em uma rodoviária, pegando uma mala de um estranho que vai ao banheiro, mas acontece que o estranho é membro de uma gangue de motoqueiros e a mala está sendo procurada por ela. Daí pra frente vamos nos embrenhando na história de Karlsson e acompanhando as desventuras que aconteceram ao seu redor ao longo de sua vida.
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Através de flashbacks, aprendemos que o centenário tem um gosto bizarro pela pirotecnia, e através deste gosto ele acabou tropeçando acidentalmente em momentos-chaves da história mundial. Ele explode pontes durante a Guerra Civil espanhola, dá algumas dicas para Robert Oppenheimer construir a bomba atômica e, em seguida, é sequestrado e enviado a um gulag russo por Stalin, onde encontra o irmão gêmeo estúpido de Albert Einstein, Herbert.
O diretor Felix Herngren (Taxi) dá uma sagacidade e um ritmo muito peculiar ao filme. Ele transforma Allan em uma versão obscura e interessante de Forrest Gump, uma pessoa fustigada pelas forças da história que não necessariamente tenta compreender. A grande diferença é que, enquanto Forrest foi impulsionado pelo amor e a decência, Allan é movido por sua paixão em explodir coisas – e seu completo desinteresse nas consequências de seus atos – que lhe dá um papel fundamental na história do século XX.
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Allan consegue fazer tudo que desejou fazer em sua vida, sem remorso ou sem hesitação, ele prova que se deixar levar pela vida, às vezes, é uma boa pedida.
Nota:

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AUTOR

Felipe Fornari

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