Casamento de Verdade

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09.06.2016

Em Casamento de Verdade, Jenny (Katherine Heigl) é uma mulher com uma família tradicional e conservadora, com pais heterossexuais, casados há muitos anos, com uma irmã, Anne (Grace Gummer), casada e com filhos, e um irmão bonitão, Michael (Matthew Metzger), também heterossexual.
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Logo no início, podemos nos identificar com aquela velha situação de pais e irmãos agindo como cupidos e casamenteiros nas festinhas de família, todos na tentativa de apresentar homens interessantes a Jenny, e ela sem dar muita importância, mas claramente incomodada. Até aí tudo bem, martírios dos solteiros, se você está sozinha, para uma família tradicional, algo está faltando em sua vida. rs
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E é quando vemos que sua colega de quarto, Kitty (Alexis Bledel), é na verdade sua parceira, namorada, as coisas começam a ficar interessantes. Elas moram há anos juntas, mas Jenny tem receio de contar à família tão certinha que ela não se enquadra no molde que imaginaram e que – pasme! – quer se casar com sua namorada. Katherine Heigl dá um show de interpretação nos conflitos que sua personagem sofre, vivendo uma mentira por toda sua vida, mas com medo de perder a família ao mesmo tempo. Chama atenção também aquela antiga política de cidade pequena, onde todo mundo conhece a família e, portanto, acha que pode julgar a situação. A mãe, Rose (Linda Emond), e o pai, Eddie (Tom Wilkinson) estão ótimos fazendo o contraponto do conflito, sofrendo essa pressão por parte dos “amigos”, e representam a parte mais dolorida e mais recompensadora da trama.
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O tema e a discussão do filme são ótimos, e acredito que muitos se identifiquem com o drama sofrido pela pressão perante a família e a sociedade. As atuações de Katherine e Tom são o ponto central do filme e quem tem uma quedinha por filmes com relacionamentos entre pais e filhos vai se emocionar com suas sequências. Além disso, este filme foi feito a partir de um esquema de crowdfunding, onde o público se envolve com a produção ao ajudar com os custos, assim fica difícil não dar uma chance ao filme. Só melhoraria a questão da trilha sonora, que ficou quase ausente, só para entrar a seco em algumas sequências, causando uma sensação de ruído.
Nota:

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AUTOR

Marcela Sachini

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