A Cobra Negra conta a história de Ciro (Alexis Tafur), um homem que decide voltar para sua cidade de origem após receber notícias preocupantes relacionadas a saúde de sua mãe. Uma premissa bastante conhecida e explorada no cinema latino americano.

A viagem, ou, odisseia de Ciro, se dá através de um grande deserto. O diretor Aurélien Vernhes-Lermusiaux mistura paisagens exuberantes, recursos sonoros, fantasia e surrealismo. No inicio da viagem, o ritmo anima e promete ser intrigante, mas o ritmo lento da história torna a sequência arrastada e perde o engajamento do telespectador.
A mistura franco-latina da uma boa liga estetica, o misticismo colombiano é explorado através de grandes serpentes narradas como “guardiãs ancestrais” e o surrealismo frances expande esse ideal. Porém o texto é confuso e exige muita atenção de quem assiste para não se perder na história.

Traumas geracionais, mazelqs familiares e relações humanas complicadas, são trabalhados de forma um tanto batida e não introduzem nada novo a esse gênero de cinema. O que não é ruim, mas também, nada agrega a experiência. Com atuações adequadas e equivalentes q qualidade de texto, A Cobra Negra se mantém em um status de conjunto de obra morno porém belo.






