A Tristeza

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20.10.2024

"A Tristeza": Uma corrida violenta e depravada que cumpre suas promessas

A Tristeza foi lançado com muito barulho em torno do seu nome e com o peso de ser o filme mais violento e depravado de todos os tempos. E quando falam tanto assim de um filme a expectativa vai lá para a lua e depois a decepção acaba sendo colossal. Felizmente não foi esse o caso aqui, prometeram um filme VIOLENTO e DEPRAVADO e cumpriram a promessa.

Em alguns momentos acho que o sangue jorrando foi até exagerado demais (mas sei que é o estilo proposto, eu que não curto tanto) e achei algumas cenas bem desnecessárias. Sei lá, aquelas que sabemos que estão lá só para chocar. Acho isso gratuito demais, sem sentido. O filme não ia perder nada tirando uma ou outra cena, mas isso sou eu falando né, tem gente que deve ter adorado.

A história é boa, simples e direta ao ponto. Com apenas 1h30 de duração A tristeza não perde tempo. Apresenta ligeiramente os protagonistas e depois disso o bicho pega e não para até o final.

O sangue está ótimo na maioria das mortes, das cenas, só exageraram em uma ou outra cena, mas no geral foi ótimo.

A forma como o vírus afeta as pessoas e o que causa é explicado perto do final do filme, mas até chegar lá a gente já viu tanta gente morrer e tanta coisa acontecer que já tinha dado para entender.

As atuações são muito boas, principalmente dos zumbis loucos, violentos, tarados (isso mesmo, você não leu errado). E claro, do casal protagonista, ambos mandaram muito bem.

Por ser extremamente violento e gráfico, não é um filme para qualquer um, muito menos para se ver em família e nem adianta querer assistir só porque estão falando muito do filme. Se toda essa violência gráfica não é sua praia nem tente assistir, vai ser melhor assim.

Não foi o filme mais violento e depravado de todos os tempos como haviam prometido, ainda bem, porque para conquistar esse título acabam colocando muita coisa desnecessária. MAS é sim violento e depravado.

Eu gostei bastante mesmo com algumas ressalvas. Veria de novo? Não. Pelo menos não tão cedo.

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AUTOR

André Bordoni

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