Amor Sem Escalas

"Amor Sem Escalas" é uma jornada espirituosa, muitas vezes deliciosa

21.01.2010 │ 13:47

21.01.2010 │ 13:47

"Amor Sem Escalas" é uma jornada espirituosa, muitas vezes deliciosa

Sabendo que a aviação sofre de um mal atendimento, de atrasos incessantes e aviões cada vez mais apertados, Amor Sem Escalas é uma fantasia, dirigida por Jason Reitman (do excelente Juno), onde tudo é diferente da realidade, embora a realidade da vida dos personagens seja o mais interessante de se ver.

Viver em um avião é o que agrada Ryan Bingham (George Clooney, de Queime Depois de Ler). Com uma carreira de “conselheiro”, contratado para demitir funcionários nas mais diversas empresas do país, já que seus chefes não têm coragem suficiente para isso, ele viaja praticamente todos os dias do ano.

Por gostar de viajar e se isolar no céu, Bingham não gosta quando Natalie Keener (Anna Kendrick, de Crepúsculo) propõe uma reestruturação na empresa, fazendo com que todos os “conselheiros” fizessem seu trabalho a partir de um terminal de computador. É então que ele sugere que ela viaje com ele por uns tempos para mostrar que o trabalho tem a necessidade de ser feito ao vivo.

Seus encontros com Alex (Vera Farmiga, de A Órfã) acontecem esporadicamente. Ele não quer casar, sequer ter filhos. As brincadeiras e o timing entre o casal é um prazer raro. Farmiga, depois de brilhar em “Os Infiltrados”, tem a chance de mostrar o lado lúdico de seus talentos que às vezes não é demonstrado.

Amor Sem Escalas se prova um filme cheio de coisas boas: tomadas aéreas fantásticas, falas muito bem elaboradas e uma demonstração da rotina e rituais de uma vida corporativa, em parte, entediante, como a maior parte de nós, funcionários.

O filme é uma jornada espirituosa, muitas vezes deliciosa. Uma história de amor adulta, dirigida por um ótimo diretor, que merece a atenção do público.

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