Comemore o aniversário de John Carpenter em grande estilo

16.01.2016 │ 19h19

O papai do Michael Myers, e de vários outros monstrinhos, está de aniversário hoje!

Autor, diretor, editor e compositor John Carpenter está fazendo 67 aninhos hoje! Parabéns, John! Ei? O que? Você não conhece o cara? Ah, conhece sim… Ele é o papai do Michael Myers, gênio criador de muitos monstrengos que nos assustaram e, ok, não assustam mais, mas hoje são monstros cults que você precisa conhecer!

Carpenter cresceu em uma cidade pequena e fugiu do cinema na primeira vez que viu um filme na telona (a cena de um meteoro se chocando com a Terra e explodindo, em A Ameaça Veio do Espaço, foi muito real para o jovem Carpenter, que saiu gritando pra mãe correr). Mas ele acabou viciado em cinema (quem nunca?), e também em literatura de ficção cientí­fica, incluindo HQs de terror, claro (ele lia Tales from the Cript e Weird Tales, tá tudo explicado!), e um dia contou pro pai que queria trabalhar com cinema. O pai deu um conselho sábio: “Filho, melhor você conseguir um emprego de verdade”. E Carpenter ignorou (ufa!!).

Sem mais delongas, vem conferir esta lista com os cinco filmes de terror do diretor que são muito queridos pelos fãs. Qual o seu preferido?


HALLOWEEN: A NOITE DO TERROR
(Halloween, 1978, 1h31 min)

Halloween é aquele clássico. Clássico de infância, minha gente! Os créditos já vêm com aquela trilha sonora (composta por Mr. Carpenter) que faz parte do imaginário coletivo, e o filme começa acompanhando uma cena clássica de filme de terror (e morte certa para os envolvidos!!): dois jovens se beijando no sofá, que correm para o quarto cometer o pecado primordial de um slasher movie: transar! E então temos o jovem Michael Myers matando sua irmã mais velha com uma faca e usando máscara! O garoto já sabia o que queria ser quando crescesse desde garotinho <3 O filme, que se passa em uma noite de Halloween e traz a origem de uma dezena de, hoje, clichês de filmes de terror, traz Jamie Lee Curtis em seu primeiro papel no cinema e É IMPERD͍VEL para qualquer fã do gênero.


O ENIGMA DE OUTRO MUNDO
(The Thing, 1982, 1h48 min)

Outro superclássico do cinema de terror que você também deve ter assistido durante a infância. E pensar que hoje em dia as crianças riem dos efeitos especiais do filme, mas na época a gente morria de medo do cara se transformando em monstrengo, e a cabeça dele virando uma aranha gigante. E pensar que tudo tinha que ser feito em um take naquela época e, quando não dava certo, demorava mais uma porção de horas pra repetir a cena por causa da maquiagem. É que tudo era feito de verdade, nada de computação gráfica! Por exemplo no mesmo clipe aí­ de cima, no iní­cio, quando o médico está usando o desfibrilador e o peito do cara abre, eles usaram um dublê sem os antebraços, e fizeram os braços de gelatina… e o resto é história. Que trabalheira!

Ah, neste filme também tem Kurt Russell e trilha sonora de Ennio Fucking Morricone!!


CHRISTINE, O CARRO ASSASSINO
(Christine, 1983, 1h50 min)

Vou começar assim: baseado no livro de mesmo nome de Stephen King. Suficiente, né? Claro que o filme não é tão bom quanto o livro (blá, blá, blá), mas é sensacional ver a caranga-assassina-ciumenta-do-inferno ganhar vida, né não? E quando Moochie caminha para casa, à noitinha, lá está ela, prontinha pra se vingar. De repente ouvimos e avistamos Christine, linda, com sua cor vermelha cintilando à luz dos postes. Vermelha de raiva, e vermelha também pra disfarçar o sangue do Moochie, que vai macular o capô dela daqui a pouco. E olha, a cena é ainda mais terrí­vel porque a Christine, como todo bom carango dos anos 1950, é larga e não cabe no beco onde encurralou Moochie, mas, como toda boa vilã, ela dá um jeitinho 😉


A BRUMA ASSASSINA
(The Fog, 1980, 1h29 min)

Vingança é um prato que se come frio mesmo, ainda mais em A Bruma Assassina, onde os piratas levam exatamente 100 anos pra dar a primeira garfada nele. Depois que a população de uma cidade enganou um grupo de piratas e fez com que sua embarcação afundasse em uma noite de neblina, só para roubar todo o ouro de seu navio no dia seguinte, eles fundaram a cidade com esse dinheiro limpinho. E cem anos depois, são os descendentes que vão pagar o pato. Destaque no elenco para Jamie Lee Curtis e sua mãe, Janet Leigh (não, não teve cena de chuveiro neste filme, mas não conseguir ver o que está se aproximando na neblina, e não ver os rostos dos monstros, dá um medinho, sim!).


À BEIRA DA LOUCURA
(In the Mouth of Madness, 1994, 1h35 min)

E que tal ser um escritor tão poderoso que você conseguisse literalmente dar vida às suas criações? Bom, é isso que acontece em À Beira da Loucura. Mas quem se ferra com os personagens é o detetive que está na cola do autor, que está sendo procurado em regime de urgência pois o mundo todo está acabando, e as pessoas estão se matando, porque a editora falou que o escritor sumiu com seu último livro. E a maré de má sorte do detetive começou exatamente quando ele leu a obra completa do cara (cuidado aí­, mortais, lendo Poe, King e Lovecraft!). Resultado? Manicômio, claro (agora sei de onde tirou a inspiração!). Tudo que posso te contar, sem estragar o que já não estraguei, é que este filme tem uma história bem boa, roteirinho amarradinho, cortes e edição muito bacanas. Quem quer mais? Tá, tem bastante gore, e monstros também. Convencido a assistir? 😉

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