Fear The Walking Dead – 1ª Temporada

"Fear The Walking Dead" expande o universo de "The Walking Dead" em uma temporada de muita qualidade.

05.10.2015 │ 14:20

05.10.2015 │ 14:20

"Fear The Walking Dead" expande o universo de "The Walking Dead" em uma temporada de muita qualidade.

Geralmente quando uma história chega ao ponto de gastura e as ideias ficam cada vez mais desafiadoras de evoluí­rem e serem reproduzidas, é criada uma fórmula para que a máquina continue a funcionar, com um novo rumo para refrescar o que ficou na mesmice. No caso se enquadra a série The Walking Dead criada por Robert Kirkman, que é fenômeno mundial, mas que já chega a sua sexta temporada e o universo fica cada vez mais enroscado e longe de um fim.

Para expandir a franquia e aproveitar o sucesso de seu produto principal, foi desenvolvida a série derivada, Fear The Walking Dead transmitida pelo canal AMC Brasil, que tem por objetivo, contar a história da origem do ví­rus, que transformam humanos em mortos rastejantes, e como tudo ocorreu antes de Rick (Andrew Lincoln) acordar no hospital no primeiro episódio de TWD.
A nova série não chegou a ter uma temporada extensa, mas com apenas 6 episódios, o programa trouxe uma nova visão desse mundo devastado e novos personagens que são mais humanizados. Porém, as perguntas que deveriam ser respondidas, não estão presentes. É como se fosse outra trama que cria um novo segredo que só vai ser desvendado no Último episódio da última temporada. Mas o bom é que há mais suspense e a ideia de participar do começo de tudo, traz a essa moda de zumbi um aspecto mais real, até porque somos tocados por várias relações interpessoais entre uma família contemporânea e os defeitos de cada um.

Um filho problemático, uma ex-esposa que fica no pé do ex-marido e da atual dele e uma mãe que se encontra sem saí­da para salvar seu filho adicto, enfim, relações que fazem a gente se importar e torcer para se resolverem. Tudo isso junto da vizinhança, que tem sua rotina normal, até que esse vírus surge, e pessoas que antes eram próximas se tornam inimigas. Esse é um ponto que mexe muito com os personagens, na maior parte do tempo eles pensam em cuidar dos mortos vivos por não entenderem o que é essa doença, mas na verdade os infectados já morreram e os sobreviventes são presas.

É natural, assim como na série original, que Fear The Walking Dead siga os rumos de criar uma nova civilização e o seu próprio Estado, já que na história, os sobreviventes são isolados por grades nos bairros em que estão instalados e lá eles permanecem em regime militar, e a guarda nacional que toma conta das áreas, gerando conflito, rebeldia e anarquia, um sopro do que foi feito no filme A Névoa por exemplo. A analogia de que os militares são mais vilões do que os antagonistas óbvios que são os zumbis, tira um pouco a força do terror, para focar mais na resistência dos sobreviventes detentos. Talvez isso que falte um pouco mais nas duas séries, mais zumbis.

Contudo, a temporada é um fã service para quem segue esse universo, mas funciona melhor como uma história independente e sem vínculos, assim a experiência de assistir se torna mais produtiva. O que vai continuar sendo mais interessante, é ver o que esses personagens vão ser capazes de fazer para sobreviver e a escala de perigo que isso pode trazer para o futuro dos vivos que estão custando a acostumar que o mundo deles não existe mais e tudo estão acabando.

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