Festa no Céu

15.10.2014 │ 21:06

15.10.2014 │ 21:06

Não será surpresa se após o lançamento de Festa no Céu alguma editora lançar um livro pop-up do filme (daqueles que as páginas se transformam em figuras de papel). O novo filme dirigido por Jorge R. Gutierrez e produzido por Guillermo Del Toro (Labirinto do Fauno) brinca com a lenda mexicana que envolve o dia dos mortos. O filme tem um visual deslumbrante e vibrante para uma história formuláica e nada inventiva, mas que consegue deixar de lado esse problema com uma atmosfera encantadora que te joga em um mundo fantástico, ou nesse caso, três mundos.
O filme começa com uma guia de museu atrevida que recebe um grupo de crianças bagunceiras para uma visita. Ela vai contar a história do triângulo amoroso entre Maria e seus dois pretendentes: Manolo, descendente de uma longa linhagem de toureiros, mas que realmente quer ser um cantor/guitarrista; e Joaquin, um herói militar que pavoneia por aí com uma grande exibição de medalhas em seu peito.
O enredo é posto em movimento por uma aposta entre La Muerte e Xibalba, sobre qual dos dois homens conquistará de vez o coração de Maria. La Muerte, a governante da Terra dos Lembrados (toda colorida e animada), faz sua aposta em Manolo, enquanto Xibalba, que supervisiona a Terra dos Esquecidos (toda escura e decadente), coloca sua fé em Joaquin e não deixa de exercer a sua influência nos rapazes para terntar manipular o resultado da aposta em pról de ganhar a mesma.
Embora o roteiro possa parecer um pouco complicado para os espectadores mirins, eles certamente serão assolados pelas imagens mágicas que representam os três mundos e seus habitantes de madeira (que imitam brinquedos típicos do méxico). Seus planos cheios de cores vibrantes, imagens detalhadas e inspiradas no folclore e arte latino-americano, em 3D, parecem feitos com bonecos e paisagens de verdade, assim como Os Boxtrolls.
Embora, felizmente, o filme seja desprovido do tipo de humor fácil predominante em tantos filmes de animação atuais, Festa no Céu oferece muita diversão com suas escolhas musicais inspiradas (que para os adultos deverá ser melhor aproveitada na versão legendada). Em um ano sem Pixar, é mais uma boa escolha de animação para crianças e adultos.

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