Fuller House – 1ª Temporada

"Fuller House" volta cheia de humor e nolstalgia

28.02.2016 │ 17:58

28.02.2016 │ 17:58

"Fuller House" volta cheia de humor e nolstalgia

Qual o significado de famí­lia para você? Bem, nos anos 90, a ideia de um pai fazer papel de mãe, ou de tios e amigos tiverem mais relevância como construtores de caráter, foi um dos temas de muitas produções, uma delas, Full House ou traduzido como Três é Demais, um dos sitcoms mais famosos da época. Entrando na onda do filme Três Solteirões e Um Bebê, a série contava a história de Danny Tanner (Bob Saget), um pai que acabara de perder a esposa e se via na responsabilidade de cuidar de 3 meninas, é aí­ então que entram seu irmão mais novo Jesse (John Stamos) e seu melhor amigo Joey (Dave Coulier) para ajudá-lo nessa missão. E assim criou-se uma famí­lia.


A série que durou 8 temporadas, chegou ao fim em 1995, lidando questões de relacionamento na adolescência, competitividade, perdas, ciúmes, decepções e tantas outras lições de vida em todos os episódios, formando os caráteres das crianças com bom humor e responsabilidade. Todo esse senso crítico e leveza voltam agora em 2016 pela Netflix na repaginada série Fuller House.


Todo o elenco original estão de volta, exceto Michelle, a garotinha que foi interpretada pelas gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen, mas nem assim elas deixaram de ser mencionadas na série em tom de sarcasmo e gozação pela recusa em voltar para o programa. Mas isso não afetou o correr da série, que em um trilho nostálgico conta agora a história de D.J. Tanner (Candace Cameron Bure), que se tornou viúva e com 3 meninos para cuidar. Nessa inversão entram sua irmã mais nova Stephanie (Jodie Sweetin) e sua melhor amiga maluca Kimmy (Andrea Barber), usando a mesma dinâmica da série original. Isso funciona de uma maneira inesperada, e os episódios te dão esse tempo para acostumar, inclusive o empenho de todos os atores é o que carrega esse espí­rito divertido para continuar assistindo.


Algumas pessoas mais críticas acharam que a série parou no tempo e fez mais do mesmo, mas olha, se alguém for assistir Fuller House, esperando que é algum tipo de Modern Family, é uma concepção por ignorância, afinal a série não tem pretensão nenhuma de ser o que não é, em algumas cenas eles mesmos se zoam com relação a isso. Esse clima de reunião transparece na tela e mostra a satisfação de todos por estarem alí­, e mesmo algumas piadas não funcionando, a diversão não é perdida. Também não dá para esquecer as revelações mirins dessa continuação, que sustentam muito bem o humor, como Max (Elias Harger), o filho do meio que rouba a cena, além de Ramona (Soni Bringas), Jackson (Michael Campion) e também do bebê Tommy (Fox e Dashiell Messitt).


A casa está cheia novamente e a história está pronta, se vamos ver uma segunda temporada, ainda é incerto, mas mesmo a série sendo tranquila e despretensiosa, muita coisa boa pôde ser tirada de tanta nostalgia das tardes assistindo Três é Demais no SBT. Fico agora no aguardo pelo retorno de Blossom, não seria demais?

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