Fuller House – 2ª Temporada

11.12.2016 │ 10:22

11.12.2016 │ 10:22

Agora que a nova versão de Everywhere You Look na voz de Carly Rae Jepsen parece familiar, o retorno a famosa casa nas colinas de São Francisco fica ainda mais empolgante, e revisitar a família Fuller, trás um sentimento ainda melhor do que o da série original. A nova configuração do elenco do revival promovido pela Netflix do criador Jeff Franklin, retorna para a segunda temporada de Fuller House sem ter a preocupação de apresentar a história ou explicar tudo, agora só cabe a pura diversão de criar um roteiro mais livre.

A ideia central, como sempre, é a dinâmica de uma família grande, seja ela tendo vínculo de sangue ou não, sempre cabe mais um. Com mensagens otimistas de união, cumplicidade e respeito, os episódios conseguem dar sua lição de moral mas com menos pesar que na primeira temporada, que ainda tentava se encaixar e entender o que poderia ser dos novos protagonistas. Alguns temas antigos retornam em forma de flashbacks propositais e suprem a nostalgia na medida, cabe até uma retomada na banda Girl Talk, que o tio Jesse (John Stamos) montou só com as meninas. Temas recorrentes como o primeiro beijo, a competitividade entre as crianças e o cyber bullying, são abordados com o novo elenco mirim mas com a visão de 2016, para uma geração totalmente online.

Inclusive vale ressaltar o quanto as crianças são bem aproveitadas no roteiro, capazes de chamar atenção com um talento que parece tímido mas tem capacidades surpreendentes. Ramona (Soni Bringas), Jackson (Michael Campion) e principalmente Max (Elias Harger), ganham ainda mais espaço para suas tramas individuais e criam laços mais fortes de irmãos conforme se passam os episódios, o bebê Tommy (Dashiell Messitt e Fox Messitt) e o cão Cosmo, também são incluídos mais ativamente na trama com tanta fofura que dá pra ver a expressão natural dos atores em cena.

A temporada começa logo onde a primeira terminou, com a indecisão de D.J. (Candace Cameron Bure) entre seus dois namorados em potencial, e os episódios retomam a fórmula dos sitcoms tradicionais e passam por todas as festividades importantes dos EUA, como o Dia de Ação de Graças, Halloween e Natal. Com a casa ainda mais cheia com algumas boas adições no elenco, os desafios da vida adulta de D.J., Stephanie (Jodie Sweetin) e Kimmy (Andrea Barber), se resumem em cuidar dos filhos e sobrinhos sem deixar isso ser uma tarefa pesada e complicada demais, além de ressaltar a importância das mulheres para uma audiência que pede muito isso e também mais diversidade no elenco de apoio, ainda mais em uma série tão popular.

Fuller House abusa muito bem da plataforma da Netflix para trazer velhos valores de família à tona e consegue mostrar que nada disso é cafona ou piegas, o sentimento de um estar sempre ali para ajudar o outro e disposto sempre a resolver os problemas e se abraçar, é o que torna a série especial e atinge o otimismo necessário para ser uma das melhores séries de comédia da atualidade.
Nota:

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