Luca

(2021) ‧ 1h35

19.06.2021

Depois de uma sequência de filmes com narrativas mais densas, chega um longa alegre e leve para encantar o público

A inegável magia dos filmes Disney/Pixar é mais uma vez testemunhada no lançamento  Luca, uma animação maravilhosa, alegre e leve.

Luca é um jovem menino marinho que, como todas as criaturas que vivem embaixo d’água, evita os seres terrestres a todo custo. Porém, em um dia aparentemente normal, ele conhece Alberto, um menino que apesar de ser igual a ele sempre deixa a curiosidade falar mais alto. Alberto desafia todos os medos e inseguranças de Luca, incentivando-o a explorar a terra firme da pequena ilha em que vive. Detalhe: sempre que os dois saem da água, sua aparência muda para a de meninos completamente humanos, então, qual seria o perigo? Daí para frente os dias passam e cada vez mais a dupla aumenta o nível de exploração, até conhecerem Giulia, e a menina mostrar a eles não só um mundo novo como também desafios ainda mais grandiosos. O difícil é evitar qualquer pinguinho de água que possa estragar o disfarce.

Nesse novo longa somos levados a explorar junto com os personagens dois mundos incríveis: uma pequena cidade italiana e uma vila no fundo do mar. A ambientação desses cenários foi construída de forma maravilhosa, o estúdio realmente está se superando quando o assunto são os detalhes gráficos, a textura e os efeitos que coloca em seus longas. E isso não apenas quando falamos de efeitos visuais, como a transformação dos meninos marinhos em meninos humanos, mas também tudo que envolve qualquer movimento e interação com a luz, por exemplo, desde um mergulho até o farfalhar das árvores, o cabelo e as roupas dos personagens.

Agora, diferentemente dos lançamentos que antecederam Luca, a trama dessa vez é muito mais tranquila. Em Dois Irmãos e Soul, a morte, o que acontece conosco depois dela, como ficam nossos entes queridos depois dessa partida e outros assuntos relacionados foi amplamente explorada, com Luca é diferente, este é um filme que faz muito mais o estilo “crônica da vida real”, ou ainda “um pequeno relato de verão”. É claro que em nenhum momento o filme deixa de ser sensível ou emocionante por não tratar de assuntos que não estão tão na superfície das relações, muito pelo contrário. Assistir algo que seja mais sereno causa o mesmo efeito de cumplicidade e busca pelas semelhanças com as nossas próprias histórias.

Fica aqui uma dica: aproveite que o inverno oficialmente ainda não chegou para nós e assista essa aventura, cheia da conhecida e adorada magia Disney, que tráz uma pontinha de verão para os nossos dias.

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Thais Wansaucheki

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