Maestro(s)

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Harmonia familiar: A sinfonia de pai e filho em "Maestro(s)"

O tema deste filme é tão imenso quanto o próprio universo contido nele: pai e filho, ambos maestros, vão descobrir os acordes que embalam sua própria relação, e dessa forma descobrir um pouco mais sobre si mesmos.

Denis Dumar (Yvan Attal) é um homem que vive o auge de sua carreira musical. Maestro renomado, ele é a prova viva de que não é porque a fruta não cai longe do pé que não irá cavar seu lugar ao sol. Porém, é no momento em que Denis mais duvida de si mesmo que uma grande reviravolta acontece em sua vida. Seu pai, o célebre maestro François Dumar, é finalmente convidado para exercer sua profissão do sonhos (dos dois): seu o regente da orquestra do Teatro Scala de Milão. Ele rapidamente compartilha a notícia com a família, e no dia seguinte, seu filho descobre o engano, ele era o real convidado a se tornar regente e agora deve contar a notícia e esclarecer os fatos com o pai.

O longa nos conduz pela trama da mesma forma que os maestro regem sua orquestra, com ritmo, cada instrumento em seu lugar, fazendo a música tomar forma, contar a história com detalhes e uma profusão de sentimentos. É impossível ignorar que além de assistir o filme deve ser ouvido atentamente na mesma proporção.

Além da música ser palco, cenário e personagem, ela também é “a terceira Maestro” do filme, pois é quem rege a vida desses dois homens que, de geração e geração, parecem à primeira vista concordar apenas que ela é a única coisa em comum entre eles.

Depois da música, mas não muito depois, logo na nota seguinte, o espectador é apresentado a uma história sobre ambição, família, escolhas, renúncias, verdades individuais e coletivas, mas acima de tudo a esperança, que nunca está longe de qualquer forma de arte ou de amor.

Em entrevista, o diretor Bruno Chiche destacou como originalmente a dupla de personagens principais eram professores de história, mas por intervenção de uma amiga cantora lírica, acabou transformando completamente o roteiro. O resultado, que inclusive foi destaque no nosso querido Festival Varilux de Cinema Francês, é uma das melhores pedidas da semana. Corra estourar a pipoca e lembre de deixar o som no jeito para não perder nenhuma cena!

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