Os piores 10 FILMES de 2025

Nem toda estreia merece aplausos: estes são os 10 FILMES que mais erraram feio em 2025.

Nem todo ano cinematográfico termina com fogos de artifício. Alguns terminam com fumaça, ruído e aquela sensação incômoda de tempo mal investido. 2025 foi um ano movimentado, cheio de estreias ambiciosas, retornos aguardados, franquias espremidas até o último suspiro e projetos autorais que prometeram muito mais do que conseguiram entregar. Este especial não existe para “odiar por odiar”, mas para olhar com atenção — e senso crítico — para os filmes que falharam feio em seus próprios propósitos. Seja por roteiros frágeis, decisões criativas equivocadas, oportunismo ou simplesmente falta de talento envolvido, estes são os longas que mais decepcionaram ao longo do ano.

Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes
A ideia de transformar um álbum conceitual em experiência cinematográfica até soa ousada, mas o filme acaba funcionando mais como um espelho vaidoso do próprio The Weeknd do que como um thriller psicológico consistente. Apesar da estética estilizada e de bons nomes envolvidos, o longa se perde em um roteiro confuso, emocionalmente vazio e sustentado por uma atuação apática de seu protagonista. O resultado é um exercício de pretensão que parece profundo, mas nunca chega lá — uma propaganda disfarçada de cinema autoral.
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A Palavra
O que poderia ser uma releitura provocadora de arquétipos bíblicos se transforma em um panfleto ideológico engessado e sem qualquer sutileza. Guilherme de Almeida Prado abandona a ambiguidade que marcou sua filmografia para entregar um filme didático, maniqueísta e politicamente enviesado. Com diálogos artificiais, personagens caricatos e simbolismos excessivamente literais, A Palavra confunde fé com propaganda e cinema com sermão.
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Blindado
Existem filmes ruins, existem filmes preguiçosos e existe "Blindado". Um projeto que parece existir apenas por obrigação contratual, reunindo um elenco desmotivado, atuações constrangedoras e uma narrativa sem rumo. A presença de Stallone, longe de agregar peso, apenas reforça a sensação de decadência criativa. Tecnicamente pobre e artisticamente inexistente, o filme entra para a lista como um dos exemplos mais gritantes de cinema feito no automático.
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Reality de Horror: Influencers em Pânico
Nem mesmo o prazer culposo de ver influencers sendo caçados funciona aqui. A proposta é fraca, os personagens são insuportáveis, as atuações inexistentes e as mortes — que deveriam ser o grande atrativo — são incrivelmente sem graça. O filme tenta satirizar a cultura do like, mas acaba sendo tão raso quanto aquilo que pretende criticar. Quando chega a “reviravolta”, já não há mais paciência nem curiosidade.
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O Maravilhoso Mágico de Oz: Parte 1
Uma adaptação que esquece completamente o que torna Oz encantador. Com uma dublagem desastrosa, roteiro fragmentado, humor forçado e personagens superficiais, o filme transforma um clássico atemporal em um produto genérico e oportunista. O corte abrupto para justificar uma continuação só reforça a sensação de obra incompleta e feita sob cálculo comercial, não por paixão ou visão artística.
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Rua do Medo: Rainha do Baile
Aqui, o maior terror não está nas mortes, mas no vazio criativo. A tentativa de resgatar o espírito slasher dos anos 1980 resulta em um desfile de clichês sem personalidade, gore sem impacto e personagens descartáveis. Mesmo com uma trilha retrô simpática e algum esforço de elenco, o filme não honra o legado da franquia e soa como mais um produto esticado para manter uma marca viva.
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Os Estranhos: Capítulo 2
O erro fatal do filme é tentar explicar demais aquilo que sempre foi mais assustador justamente por não ter explicação. Ao criar uma mitologia para os vilões, o longa esvazia o conceito original e se perde em uma narrativa de transição, que existe apenas para ligar um capítulo ao outro. Apesar de momentos pontuais de tensão e do empenho da protagonista, o filme nunca justifica sua própria existência.
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O Último Rodeio
O drama esportivo segue todos os clichês possíveis sem conseguir dar vida a nenhum deles. A jornada do veterano em busca de redenção emocional e financeira é previsível, rasa e filmada sem qualquer envolvimento sensorial. Falta alma, falta conflito real e falta paixão pela ambientação do rodeio, que acaba parecendo um detalhe decorativo em uma história feita por fórmula.
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Soldado de Chumbo
Um projeto que tinha todos os ingredientes para funcionar — tema forte, elenco de peso e duração enxuta —, mas falha em absolutamente tudo. O roteiro confuso, a montagem caótica e a direção sem pulso transformam o filme em uma experiência cansativa e frustrante. Nem Robert De Niro e Jamie Foxx conseguem salvar um material que parece não saber que história quer contar.
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Do Sul, a Vingança
A ambição é grande e a localização é potente, mas a execução compromete todo o projeto. O filme se perde em uma montagem errática, atuações irregulares e um tom indefinido que oscila entre o humor, a violência e a crítica social sem nunca encontrar equilíbrio. Apesar da força simbólica da produção regional, falta domínio narrativo para transformar boas ideias em cinema consistente.
ONDE ENCONTRAR
Todo ano tem seus tropeços, mas 2025 parece ter concentrado uma quantidade impressionante de projetos que confundiram intenção com resultado. Estes filmes falharam não apenas por serem ruins, mas por desperdiçarem potenciais — seja de talento, de conceito ou de material original. Olhar para os piores também é uma forma de entender o cinema, de reconhecer limites e de lembrar que ousadia, por si só, não basta. Que 2026 venha com mais risco bem calculado, mais criatividade de verdade… e bem menos filmes que nos façam perguntar: “por que isso existe?”
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