Pais e Filhas

19.05.2016 │ 10:30

19.05.2016 │ 10:30

Pais e Filhas, filme do diretor Gabrielle Muccino, que fez excelentes filmes como À Procura da Felicidade, Sete Vidas e O Último Beijo, mas que infelizmente perdeu a mão feio neste melodrama que poderia ter sido lançado no dia dos pais como estratégia de marketing – talvez assim conseguisse mais telespectadores.
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Pais e Filhas é um filme sobre o amor entre um pai e filha. Russel Crowe interpreta o escritor Jake Davis, que perde a esposa em um acidente de carro e precisa seguir em frente e cuidar de sua filha, a pequena Katie Davis (incrivelmente interpretada por Kylie Rogers). Mas o acidente deixa sequelas, e Jake tem ataques de convulsão constantes, o que o leva a se internar em uma clínica por 7 meses para a garantia de um futuro melhor para si e sua filha. Ele deixa a pequena Katie aos cuidados dos tios ricos, Elizabeth (Diane Kruger) e William (Bruce Greenwood). Mas ao término de sua recuperação, eles tem uma surpresinha para Jake: querem adotar sua filha. Ele vai embora com sua filha, tempestuosamente (com razão).
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Então pulamos para 27 anos depois, com Katie já adulta (agora interpretada por Amanda Seyfried), trabalhando como psicóloga e assistente social, mas com um vazio sendo preenchido com momentos de sexo com estranhos. Intercalando cenas do passado e do presente, a história vai sendo construída aos olhos do público. Porém, assim como Katie sente que algo foi perdido nesses anos e ela não consegue estabelecer vínculos emocionais, as cenas são cortadas e jogadas meio desconexas e sem uma fluidez agradável. Uma cena particularmente emocionante é a de Jake e a pequena Katie cantando Carpenters (amo!).
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Claro que Katie eventualmente conhece um rapaz fofíssimo, Cameron (interpretado por Aaron Paul – uau, que voz!), um aspirante a escritor que se encanta pela filha de seu escritor predileto. Mas novamente temos cenas mal montadas, como a conexão meio forçada entre Katie e uma menininha, Lucy (Quvenzhané Wallis), que sofreu um grande trauma e da qual ela cuida.
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Talvez alguns se identifiquem com os dramas dos personagens, com o elenco estelar que atua da melhor forma possível mesmo com um roteiro meio fraco, mas pra mim fica difícil superar o final com uma música de Michael Bolton, que foi a gota d’água.
Nota:

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