“Após o sumiço de seu irmão, Hermano vai até Recife para investigar o desaparecimento, só para se ver em meio a uma trama criminosa e sobrenatural”.
Escrito por Ulisses Brandão, Bruno Antônio, Roberto Beltrão e André Balaio, dirigido por Adriano Portela, e estrelado por Daniel Rocha, Rhaísa Batista, Márcio Fecher, Rayza Alcântara, Pedro Malta, e Germano Haiut, Recife Assombrado: O Filme é uma produção de terror sobrenatural e folclórico, sendo considerado o primeiro do gênero em Pernambuco.
Como um fã de terror, eu gostei do que eu assisti. Uma obra que introduz ao público geral do Brasil, um pouco do folclore e crenças específicas, ou ao menos, mais pertinentes na própria cidade de Recife, e que ainda por cima trabalha drama familiar, investigação e suspense.

No âmbito técnico, levando em consideração o que esse filme realmente é, sem comparar com outras obras, é possível perceber a dedicação dos envolvidos em produzir um produto e entretenimento da melhor maneira possível.
Como pontos positivos temos algumas cenas filmadas de maneira criativa, algo que ajuda a enriquecer visualmente. Do começo ao fim existe um clima de tensão e inquietude, proporcionados em parte pelo roteiro, atuação, assim como também pela fotografia. Além disso, existem cenas mostrando partes da cidade, ao mesmo tempo que as intercala com a atmosfera sombria da história. Por fim, um elemento que de início parece estar deslocado, é o das animações, que ajudam a contar a história, principalmente quando relacionadas a um determinado personagem.
Já os pontos negativos, mesmo compreendendo a precariedade da produção, ainda assim são relevantes, já que algumas passagens de tempo, cortes e montagens são pobremente executadas, o que deixa confuso, e traz um certo ar de amadorismo. Alguns elementos narrativos e visuais são difíceis de entender se foram propositais ou não, algumas atuações em certos momentos demasiadamente caricatas, já outras, parecendo desinteressadas.

Se formos pensar não no que o filme é, e sim no que poderia ter sido, acho que o ponto principal que me faria gostar mais dele, seria se apresentasse mais elementos culturais, como comportamentos regionais, religiosidade, e personagens folclóricos e sobrenaturais.
É um filme independente, de baixo orçamento, por isso que algumas coisas são passíveis de serem relevadas, e outras são merecedoras de serem exaltadas, sendo assim, tudo considerado, é uma obra que em parte supera as expectativas, garantindo para si uma nota de 2,5 de 5.




