Resenha │ A Carne e os Vulcões

13.01.2017 │ 17:39

O curta de Clémence Desmeme acompanha os dias da protagonista, Laura Gilbert (Marianne Pouységur), uma jovem de 14 anos, cujo pai vive em estado praticamente apático, sempre em frente à televisão ou deitado no chão observando coisas aleatórias. Ele aparentemente trabalha em um matadouro e ocasionalmente fornece órgãos para o laboratório da escola na qual Laura estuda.

Fora a inércia presenciada em casa, Laura não parece ter muitas amizades, chega a ser meio reclusa e introspectiva. Na escola, o único que parece dar atenção é seu professor de educação física, que está ciente de que ela possui um sopro no coração.

O título alude à carne dos órgãos que espera-se que o pai de Laura forneça e os vulcões, às transformações pelas quais a jovem passa, a explosão de hormônios, a raiva diante de seu sopro, a impotência com o estado do pai. Laura só demonstra seu ardor e intensidade nas sequências de flashback e no final, que mostra o inconformismo da personagem, o desafio ao que lhe é imposto, um basta a tudo que a cerca. Embora a música seja razoável, para um curta, não cativa o espectador o suficiente.
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A Carne e os Vulcões

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