Resenha │ A Luz Entre Oceanos

03.11.2016 │ 08:52

Um dia desses um amigo me disse que sempre sonhou em morar e cuidar de um farol, então procurei na minha memória histórias e contei pra ele que não existe casa dentro da estrutura do farol, e que os militares são os principais responsáveis por este cuidado. Depois é preciso pensar que faróis em sua maioria estão distantes de cidades e povoados. Antigamente era ainda mais solitário e distante ser um faroleiro.
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A Luz Entre Oceanos se passa na Austrália, após a Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar em um farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a Isabel Graysmark (Alicia Vikander), com quem logo se casa. O jovem casal rapidamente tenta engravidar, mas Isabel enfrenta problemas e perde dois bebês – o que, inevitavelmente, provoca traumas. Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebê. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.
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Entre momentos em que imaginamos o que vai acontecer e momentos que torcemos por um final feliz para os personagens, a história nos conduz e encanta, com uma fotografia incrível, facilmente registrada nas locações na Tasmânia. A beleza do farol, da ilha, de Fassbender e de Vikander tornam a produção ainda mais fácil de ser vista.
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Michael Fassbender está perfeito no papel de um homem correto que coloca o amor por sua esposa acima de qualquer coisa (juro que moraria em uma ilha deserta com ele, sem problema nenhum!!) até a hora que o sofrimento de uma desconhecida desperta nele o que é correto.
O amor de mãe, o sofrimento materno e o amor de esposa são muito bem representados por Alicia Vikander (realmente acho que essa menina ainda vai ter uma estante com muitas estatuetas) que nos faz torcer, amar, odiar e chorar com a personagem.
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Apesar de um pouco mais longo que o necessário, o filme tem a trilha perfeita que nos leva a abrir o pacote de lenços e compartilhar o sofrimento e amor que o filme transmite.
Então, se você leu e gostou da obra original, com o mesmo titulo, corre pro cinema pra ver as belas imagens e os belos atores que encarnam a adaptação do romance. Se você não leu, pode correr pro cinema mesmo assim! Não esquece de comprar a pipoca, o refrigerante e a caixinha de lenço de papel! (e esse resenha nem é um patrocínio da Kleenex!)
Nota:

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A Luz Entre Oceanos

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