Resenha │ A Marcha

31.12.2015 │ 09:40

A Marcha celebra os 30 anos da grande marcha pela liberdade e contra o racismo realizada entre 15 de outubro e 3 de dezembro de 1983 na França. Embora tenha chego em terras tupiniquins um pouco tarde, a importância de sua mensagem de tolerância não perde força, principalmente em um momento tão delicado como o atual.

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Dirigido por Nabil Ben Yadir, o filme franco-belga começa com uma versão do incidente que representou a faísca para a ideia desta importante marcha – um jovem argelino que levou um tiro sem motivo por um policial de Lyon. Mohamed (Tewfik Jallab) vê um cão policial correr atrás de Hassan (Jamel Debbouze) e vai atrás para defende-lo, quando leva um tiro. Felizmente, o tiro é na mão e nada mais grave acontece. Mas a injustiça e o preconceito deste ato alimenta a ideia de uma manifestação pacífica a favor da liberdade e contra o racismo no país.

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E então começa a jornada de um grupo de 10 pessoas que segue uma jornada para inspirar pessoas a participarem da marcha. Alguns momentos demonstram absurdos que os membros enfrentam no caminho, como a jovem Monia (Hafsia Herzi) sofrendo um ataque de neonazistas, que marcam em sua pele o símbolo da suástica; ou Claire (Charlotte Le Bon), que sofre uma tentativa de estupro após demonstrar seu interesse por mulheres em uma balada.

O filme aborda brevemente um episódio hediondo na história da França que ocorreu no dia 14 de novembro de 1983, quando Habib Grimzi, um jovem turista argelino de 26 anos que viajava pela primeira vez para o país foi esfaqueado e defenestrado – jogado pela janela do trem por três jovens prestes a se alistarem na Legião Estrangeira. O episódio é ainda mais chocante porque ninguém dentro do trem fez nada para ajudar.

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O grupo continua a marchar, apesar de tudo, por tudo e todos que sofreram e sofrem ainda hoje a intolerância. Embora comece com apenas um simpatizante, a mensagem de tolerância se espalha e o número de pessoas dispostas a apoiar a causa vai crescendo, culminando em um momento emocionante no final, em 3 de dezembro, quando 100 mil pessoas aparecem para compartilhar esse momento histórico.

O filme não obteve grande sucesso na França e não é completamente fiel aos acontecimentos, mas o espírito da marcha está presente e vale a pena ver o quão árduo, mas recompensador, foi esse período que mudou as vidas de tantos imigrantes por todo o país.

Nota:

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A Marcha

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