Resenha │ As Melhores Coisas do Mundo

16.04.2010 │ 12:37

Ao criticar o cinema nacional o público sempre reclama de que os filmes retratam apenas a pobreza das favelas e a criminalidade. Pois “As Melhores Coisas do Mundo” vem para mudar essa realidade apresentando um filme sobre adolescentes para adolescentes.
Em uma trama que se passa no confinamento de fofocas e opressões de um colégio de classe média-alta paulista somos apresentados aos irmãos Hermano e Pedro (Francisco Miguez e Fiuk, respectivamente) junto de seus amigos Carol, Deco, Dri e Bruna.
Laís Bodanzky junto de seu parceiro recorrente Luiz Bolognesi apresentam um colégio onde as salas de aula e as tecnologias fazem com que a fofoca e as brincadeirinhas adolescentes alcancem um novo nível, o virtual. Com isso não se pode querer nada mais atual.
Não é a toa que a liberdade do personagem Mano acontece nas ruas de São Paulo, em sua bicicleta. Mas a escola também tem seus pontos positivos em se tratando do professor de física e as verdadeiras amizades do protagonista.
Contado por Hermano, ou Mano, o filme apresenta os vários dramas de uma forma bastante entrecortada, apresentando aí a verdade de seus personagens com um quê de “Malhação” melhorada.
Remetendo a “Entre os Muros da Escola”, de uma forma mais leve e feliz, “As Melhores Coisas do Mundo” tem tudo para se fazer sucesso entre seu público (os adolescentes) e mesmo os pais que ainda guardam um pouco dessa fase dentro de si, ainda que em sua época tudo fosse bastante diferente da retratada no longa.
Uma grata surpresa ao se tratar do cinema nacional.

As Melhores Coisas do Mundo

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