Resenha │ Boneco do Mal

18.02.2016 │ 11:18

Imagina assim: você entra na casa de um casal que investiga casos paranormais e se depara com um aviso em uma porta que diz pra você não entrar ali. Mas você, ah, diferentão, fã de terror de carteirinha, entra, lógico. Lá dentro tá escuro (esqueci de dizer que tá rolando uma tempestade desgramada lá fora e a luz já era), mas o clarão dos relâmpagos ajuda você a ver detalhes do lugar. Ele está abarrotado de coisas velhas, empoeiradas, mas que tem uma cara bem sinistra. Ui. Você continua andando, cada vez mais fundo dentro da sala. De repente, você se depara com uma caixa de vidro, com uma placa que diz “Cuidado, não abra”. Mas a caixa já está aberta, e VAZIA!! Ai, que será que tinha ali? Aí você ouve algo atrás de você… ao se virar, se depara com uma cena horrível: dois bonecos estão sentados em uma cadeira de balanço, de costas para você, e se viram para te encarar. São Annabelle e Chucky! Ah, mas eles não estão ali pra te matar, não, calma. Estão aí pra te salvar de um outro filme de bonecos que estreia hoje na telona, Boneco do Mal, que vai te matar de tédio e boas intenções desperdiçadas.
02
A história, que você já deve ter sacado no trailer, é a seguinte: a americana Greta (Lauren Cohan) cruza o oceano para ser babá de um garotinho, Brahms, no interior da Inglaterra. Ao chegar lá, ela descobre que o moleque é um boneco (!!). Depois de rir da situação, ela logo descobre que o lance é sério, e fica. Os pais vão viajar e ela fica naquele lugar assustador, sozinha, com um boneco. Ainda bem que ela faz amizade com o cara da entrega, Malcolm (Rupert Evans), que vem visitar ela de vez em quando. Assim que os pais viajam, ela decide tocar o foda-se nas regras, e passa o dia lendo, bebendo vinho e descansando, e mantém o “moleque” escondido – que é pra não dar medo, né? Mas aí estranhas coisas começam a acontecer, e ela não tem mais tanta certeza se o boneco não tem uma alminha penada dentro e, por via das dúvidas, decide começar a cuidar do bicho direitinho, obedecendo as regras. Aí o ex-namorado dela vem fazer uma visita, Brahms fica doido de ciúmes, e o resto você já imagina.
01
Bom, como comentei rapidamente lá em cima, o filme tem boas intenções e uma história que daria muito pano pra manga. Uma família que trata um boneco como se fosse seu filho que morreu em um incêndio? E depois a garota começa a pensar que talvez o boneco seja habitado pela alma do garotinho, pois coisas se movem na casa, incluindo o boneco… A ideia é boa, mas ideia sem bom desenvolvimento, não dá em nada. E outra coisa: que tal limitar o número de personagens, ou situações? Se o filme só trabalhasse com a família e essa maluquice do boneco, dava pra ter feito algo bem legal (ainda mais porque o final é bem interessante e me pegou de surpresa), mas aí entrou ex-namorado maluco, e tem o moleque da vendinha, e são tantos núcleos de personagens, e tanta história pra contar, que não tem como dar certo.
03
Ah, os sustos, claro. Já falei, sustos básicos dão jeito no pior dos filmes. Este aqui perde tanto tempo com blábláblá, ou tentando se achar na história, ou se embolando ainda mais nela, que esquece de nos assustar. O filme me deu sono! Nada, não pulei nenhuma vez. Não teve sangue. Não teve livros de bruxaria, nem nada. Como falei, a ideia era genial, mas é isso.
04
Então fica o recadinho do Chucky e da Annabelle. Quer um filminho tenso com bonecos? Dá uma espiada no Netflix, bem de buena, em casa, comendo pipoca. Guarda seu dinheiro pros filmes de terror que estão por vir neste ano, porque tem alguns que prometem. Este aqui prometia, mas não entregou a mercadoria :/
Nota:

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Boneco do Mal

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