Resenha │ Carrossel 2 – O sumiço de Maria Joaquina

07.07.2016 │ 12:14

O filão de filmes live-action para crianças ainda é pouco explorado no Brasil. Lá fora, a Disney e outras empresas costumam fazer filmes pra mais de metro pra atingir esse público (abre o Netflix, na seção “Kids”, só pra ter uma vaga dimensão da coisa!). Quando eu era criança, Os Trapalhões dominavam as telas brasileiras, depois teve Xuxa, e alguns outros. Mas aí um vácuo triste se formou, que de repente está começando a ser preenchido por produções como Carrossel – O filme (veja a resenha aqui), lançado no ano passado pelo SBT depois do sucesso da novela. E aproveitando o sucesso do primeiro filme, a turminha está de volta à telona (de novo aproveitando as férias de julho da criançada), agora com uma aventura mais urbana e incluindo a professora Helena: Carrossel 2 – O sumiço de Maria Joaquina.
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A história não é incrivelmente inventiva, mas funciona. Nela, a turminha da Escola Mundial, com diversos agora adolescentes, é convidada por uma cantora famosa, Didi Mel (Miá Mello), amiga de infância da professora Helena (Rosanne Mulholland), para participar de um show no dia de seu aniversário (que é no mesmo dia que o da professora). No dia do evento, enquanto a criançada está distraída, Maria Joaquina (Larissa Manoela) desaparece. A turminha logo descobre pra onde a menina foi, pois recebem uma ligação dos raptores, que são nada mais nada menos que os vilões do filme passado, Gonzales (Paulo Miklos) e Gonzalito (Oscar Filho), que acabaram de sair da prisão e querem vingança. E o que eles querem das crianças? Ah, eles bolaram uma gincana bacanérrima por São Paulo, e a tchurminha vai ter que desvendar charadas para descobrir novas pistas e correr contra o tempo pra salvar a amiguinha (ou talvez salvar os bandidos da mandona Maria Joaquina?).
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O filme tá excelente pra criançada rir, se divertir e, de quebra, levar algumas lições pra casa (uma delas ensinou as crianças que quem fica grudado nos games pode perder a diversão com os amigos). As crianças estão fofas, reforçando seus papéis na novelinha (a Laura continua achando tudo muito romântico, o Cirilo ainda morre de amores pela Maria Joaquina, que continua implicante e esnobe), mas agora com um toque mais adolescente. Assim, as piadas mudaram levemente o tema, casais começam a se formar, e um dos personagens reclama quando a professora o chama de criança pois, segundo ele, até barba já faz.
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É claro que o filme está a anos-luz de produções Disney, mas está muito boa, sim! O início do filme teve um ritmo muito bom, que de repente deu uma desacelerada ali no meio, meio que se perdeu, mas voltou a animar no final. A trilha sonora é bem bacaninha, e o show da turminha fecha o filme com chave de ouro. Ah, vale destacar, mais uma vez, a atuação de Paulo Miklos e Oscar Filho. Assim como no primeiro filme, eles são dois vilões atrapalhados que arrancam muitas risadas. E neste segundo filme tem também Elke Maravilha, que faz a mãe surda do vilão Gonzales. Em uma das cenas mais engraçadas, Elke Maravilha, Paulo Miklos, Oscar Filho e Larissa Manoela têm uma conversa de louco que vai arrancar boas risadas da criançada, e dos adultos também.
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Bom, vale a pena levar a criançada pra ver o filme, e você, adulto, não vai sofrer na 1h30 de filme, não. Dá pra dar boas risadas, e aproveitar pra bater um papo com a criançada depois do filme, pois diversos temas são bem interessantes. De quebra, dá até pra aprender um tiquinho mais sobre a cidade de São Paulo, e levar pra casa algumas palavras em tupi-guarani. Que tal, hein?! 😉
Nota:

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Carrossel 2 – O sumiço de Maria Joaquina

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