Resenha │ Fragmento 53

11.06.2016 │ 12:25

Fragmento 53 é um documentário sobre a guerra que a leva em conta como necessidade universal, mas que a encara como um evento tanto atual como arquetípico.
Filmado na Libéria, país com conflitos peculiares, radicais e instáveis, o filme apresenta cenários, personalidades e eventos inerentes à guerra, que os autores pretendem evocar. O documentário acompanha uma série de sete depoimentos, selecionados de uma série mais ampla de entrevistas com os eminentes guerreiros, generais e senhores da guerra no país, filmados entre 2011 e 2014.
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Os sete retratos auto-suficientes são apresentados um após o outro, introduzidos por uma voz em off dos autores dos depoimentos e sem nenhuma interconexão entre eles.
Considerando que as imagens do prólogo do filme são apresentadas como planos objetivos e impõe uma distância entre a câmera e os sujeitos retratados, é interessante notar que a câmera vai se aproximando cada vez mais dos guerreiros a cada depoimento, nos sufocando e nos oprimindo com a importância da guerra, pelo menos segundo aquelas personas entrevistadas.
Através da utilização de uma câmera de mão que insiste nos corpos e rostos dos retratados, todo o contexto histórico é excluído e o que interessa são esses personagens e seus contos que não dão uma dimensão mais ampla dos conflitos citados no filme.
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Você pode pensar como se fosse uma espécie de ode a guerra. Eu, vejo mais um exemplo dos horrores aos quais o ser humano é capaz consigo mesmo e seus semelhantes.
E nada melhor do que o Fragmento 53, de Heraclito, para contextualizar o documentário: O combate é de todas as coisas pai, de todas rei, e uns ele revelou deuses, outros, homens; de uns fez escravos, de outros livres.
Nota:

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Varilux

Fragmento 53

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