Resenha │ French Cinema Mon Amour

03.02.2016 │ 11:28

O que vem à mente quando falamos de cinema francês? Romance, Truffaut, irmãos Lumière, beleza, Juliette Binoche, Azul é a cor mais quente, Méliès, diálogos sem fim, Tati, amor, La Haine, Gérard Depardieu. Uma enxurrada de coisas, não é mesmo? Isso porque o cinema francês sempre esteve muito presente, além de estar intimamente conectado à própria história do cinema, pois foi na França que tudo começou, lá no final do século 19. E em um festival de cinema francês como o MyFFF, nada mais lindo que ter um documentário sobre cinema francês! Então prepara a caixinha de Klenex e vamos falar de French Cinema Mon Amour. <3 02
No documentário, os diretores Damien Cabrespines e Anne-Solen Douguet perguntam a diversos diretores e atores de diversos países, como Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street), Ken Loach (A Parte dos Anjos), Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste), Lou Ye (Os Amantes do Rio), suas percepções sobre o cinema francês. Dividido em temas, como humanidade, ícones, diretores, o cinema francês, amor pelo cinema francês, estes personagens narram suas experiências (primeira vez que viu um filme francês, o que marcou, como influenciou) e descrevem cenas de filmes que os marcaram (ponto alto do documentário).
Assistir ao documentário é quase como passear por um século de cinema de mãos dadas com pessoas incríveis e dividir um pouco do que elas sentem ou sentiram assistindo a filmes de grandes mestres do cinema francês, como Renoir (A Grande Ilusão), Truffaut (Jules e Jim – Uma Mulher para Dois), Méliès (Viagem à Lua), Tati (Meu Tio), ou como eles percebem a atuação de grandes nomes, como Catherine Deneuve (A Bela da Tarde), Vincent Cassel (Cisne Negro), Juliette Binoche (O Paciente Inglês), ou até comentários sobre os novos filmes franceses e como estão sendo recebidos ao redor do mundo, como Intocáveis, Um Estranho no Lago, O profeta, entre outros.
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Uma das coisas mais interessantes que os personagens do documentário discutiram foram as diferenças entre o cinema francês e o americano, por exemplo. Entre eles, falaram do fato de o cinema francês tratar de pessoas reais, inseridos em um contexto real, que não precisa ser bom ou bonito, que não precisa acabar feliz. Claro que isso é melhor observado em filmes mais antigos, pois hoje temos muitos filmes franceses que começam a se inspirar no cinema americano. E, conforme os personagens disseram, isso é uma das coisas mais lindas do cinema francês: sua pluralidade. Existem diversos cinemas franceses, e o público só ganha com isso.
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Bom, não importa se você entende muito, ou quase nada, de cinema francês: este filme vai te tocar de qualquer forma. A maneira como estas pessoas narram suas experiências é muito tocante, e empolgante, e a próxima coisa que você vai fazer é puxar um caderninho e começar a tomar nota das dicas de filmes, diretores e atores que eles estão dando. Dá vontade de ver tudo, saber mais, ver cenas completas, em filmes completos. Então bora ver o documentário e comemorar a obra dos caras que inventaram essa forma de arte que tanto amamos.
Nota:

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French Cinema Mon Amour

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