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40 anos depois, o novo Halloween não fica devendo nada pro original

25.10.2018 │ 08:00

25.10.2018 │ 08:00

40 anos depois, o novo Halloween não fica devendo nada pro original

Bom, antes de começar a ler qualquer coisa, escuta isso aqui, pra entrar no clima.

Agora vamos 😀

Parei pra pensar uns minutinhos pra lembrar qual foi minha cena favorita do novo Halloween, dirigido por David Gordon Green e com a bênção de John Carpenter (que não morreu, Rotten Tomatoes!), mas são tantas que não consigo escolher uma. Michael Myers parece, mais do que nunca, um gato caçando suas vítimas: sorrateiro e cruel.

E pra quem está se perguntando se deveria mesmo existir um novo filme da franquia Halloween, a resposta é um sonoro SIM! Tudo bem que este é o filme número 11, e ainda vão existir o 12 e 13 (uhu, vão passar os filmes do Jason Voorhees e sua Sexta-feira 1, que tem 12 sequências), mas vale a pena cada cena.

Começando porque a mocinha do filme clássico de 1978 está de volta: Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), volta como a sobrevivente traumatizada, que se preparou a vida toda pela volta do monstro que mudou os rumos de sua vida.

Inclusive, dois jornalistas, que entrevistam Laurie e reforçam que ela foi um fracasso em seus casamentos e como mãe, e agora avó. Os mesmos jornalistas que, ao que o filme dá a entender, deixam Michael animado para um reencontro com a garota que ele nunca pôde ter. E depois de uma transferência mal sucedida, Michael escapa e, deixando um rastro de sangue, corre para encontrar sua “amada”.

Um dos destaques do filme é que Michael vai encontrar não apenas uma Strode, mas três: Laurie, nossa mocinha que agora é uma senhora, sua filha, Karen (Judy Greer), e a neta, Allyson (Andi Matichak). Vai ser um momento de redenção para Laurie, e muita união para essa mulherada – e talvez revele detalhes sobre a sequência.

Mas o verdadeiro destaque fica com as mortes. Socorro, o nível de detalhe, crueldade, destreza desse assassino. E senso de humor, ao repetir o estilo de algumas mortes de 40 anos atrás. Mas a melhor parte (olha só, consegui escolher uma!) foi retratada pela Laurie, pertinho do final. Você que é fã da franquia, que ama o primeiro filme, torce pela Laurie, vai reconhecer o momento – e rir, nem que seja de nervoso.

Bom filme, que vale muita pipoca e refrigerante, e que venha a sequência 😀

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