Resenha │ Human Flow: Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir

16.11.2017 │ 19:52

Human Flow: Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir foi um dos destaques da mostra de cinema internacional de São Paulo desse Ano. O longa é um documentário que percorre o mundo e explora a questão dos refugiados de forma épica. Com um teor de respeito e zelo, o filme busca provocar tolerância e conscientização.

Ai Weiwei, o diretor do documentário que também dirigiu o indicado ao Oscar Eu Não Sou Seu Negro, também é um refugiado. Weiwei é um prestigiado artista plástico e designer chinês. Ele, junto com outros arquitetos, foi responsável pela construção do Estádio Nacional de Pequim para os Jogos Olímpicos de 2008. Desentendimentos e críticas ao governo da China o transformaram em uma figura não quista por lá.
A veia política do artista é fluente, e bastante eloquente. O documentário é um enorme levantamento de dados de um tema doloroso que ele mesmo faz parte: os refugiados na sociedade global. Foram 23 países visitados em vários continentes, muitos personagens, inúmeras entrevistas, e um único sentimento: a dor.

A fotografia é bem estruturada, e percebemos nela uma preocupação artística que transforma o longa em uma obra interessante. É inegável reconhecer o peso que a direção teve ao abordar esse tema tão delicado que é a questão dos refugiados.
Human Flow é coeso, mas isso não significa que o longa não tem erros em seu discurso. Mesmo sendo filmado em muitos países, com locações diversas e culturas variadas, o assunto cansa e torna o filme arrastado e um pouco cansativo. Mas isso não atrapalha o objetivo do filme, que certamente é grandioso.
Nota:

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Human Flow: Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir

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