Resenha │ Mercuriales

17.08.2016 │ 23:39

O francês Virgil Vernier, diretor de Mercuriales, conseguiu imprimir em seu recente longa metragem um clima de cinema verdade misturado com ficção científica. Essa mistura, no entanto, não deverá agradar ao público mais acostumado a filmes de narrativas fáceis e descomplicadas.
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O filme retrata um tempo ficcional específico em uma Paris tomada por camadas de violência e simbolismos. Visualmente o filme é estonteante e consegue repassar ao público uma gama de sensações, muitas delas difíceis de explicar. Essa dificuldade de assimilar detalhes, tanto na trama quanto no mundo construído por Vernier, transforma o filme em uma obra mais de emoções do que de reflexões.
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A trilha sonora chama bastante atenção, reforçando ainda mais a atmosfera sepulcral de Mercuriales. A fotografia minimalista se mescla bem com a música, conferindo um ar de arquivo documental para o filme.
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Talvez a única coisa que possa incomodar na película, falando agora especificamente para quem gosta desse tipo de obra, é a falta de foco nas histórias que são contadas. Em alguns momentos podemos ter a sensação de não chegar a lugar nenhum. Entretanto, esse incomodo pode significar qualidade e não defeito, vai do repertório e das experiências narrativas que cada um tem.
Nota:

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Mercuriales

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