Resenha │ Nocaute

10.09.2015 │ 10:09

Filmes sobre boxe são basicamente iguais. Os caras batem, apanham, treinam, alguns passam muita dificuldade, outros se divertem em Las Vegas, alguns treinam nas escadarias de um museu (e depois todo mundo fica fazendo videozinho, cantarolando a trilha sonora, mais ou menos assim, ó aqui!). E um dos lançamentos da semana é Nocaute, que acompanha parte da história do boxeador Billy “The Great” Hope (a parte que ele se ferra e tem que batalhar pra reconquistar sua vida, claro!). Elementos novos, temas batidos, mas um filme com Jake Gyllenhaal e tanquinho não tem como não funcionar, né, galera? Follow me 😉

01Nocaute
O filme começa de cara em uma luta. Hope (Jake Gyllenhaal) parece estar acabado, mas se dá bem pelo menos desta vez. A esposa, Maureeen (Rachel McAdams), não tem certeza de quanto tempo mais ele vai aguentar levando essa vida (que ainda conta com a filha, Leila – interpretado pela talentosíssima Oona Laurence), mas eles malmente conseguem discutir a situação e uma tragédia acontece. A princípio, Hope se perde, deixa a casa cair, mas pouco a pouco vai reconstruindo sua vida, principalmente o relacionamento com a filha.

02Nocaute
O filme começa de uma maneira que me deixou bastante intrigada… senti que o cara era mesmo foda, um campeão, mas algo estava errado. O clima estava pesado, como o prenúncio de algo ruim. E dito e feito: na primeira meia hora do filme tive a resposta aos meus questionamentos, e a história desabou. E vou te contar que o filme se perdeu um pouco. De repente o cara descobre que está quebrado, vai ficar sem um puto no bolso. E perde a custódia da filha, e tem que ir procurar um emprego limpando uma academia. Hum… tudo bem que era pra botar o cara no fundo do poço, mas aí é puxar um pouco demais. E como você está acostumado com este tipo de história, sabe o que vai acontecer daqui pra frente, né? Ele procura um lugar pra treinar (ninguém treinava esse cara pras lutas das quais ele participava enquanto tinha dinheiro?) e encontra um carinha mal-humorado, Titus Willis, interpretado por Forest Whitaker, e que não tá a fim de papo (posso ficar traçando paralelos com Rocky, mas vou te poupar). E o final, bom, o final… é o final.

03Nocaute
Ei, não me entenda mal! O filme tem uma história descente, tem Jake Gyllenhall, algumas lutas, mas é um drama, e bem dramático, diga-se de passagem. Depois de um tempo você percebe que o foco fica todo em Hope e sua dificuldade de ser um adulto responsável por uma criança, trabalhando, pagando contas e tudo isso sem se irritar. Cara, a gente desanda de vez em quando com todas as pressões da vida adulta, e um boxeador, que a princípio passa a imagem de um homem forte e determinado, que percebe que é movido por uma raiva sem fim, também pode quebrar, não? E Hope retomando a vida (apesar de não ter sido assim muito convincente…) e reconquistando a filha nos enchem de um quentinho gostoso.

04Nocaute
Então é isso: programa do final de semana, que já chegou (!!!): checar Nocaute, sim! Tá valendo pipoca e refrigerante, e boas companhias pra chorar e torcer junto.

Nota:

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Nocaute

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