Resenha │ Orgulho e Preconceito e Zumbis

25.02.2016 │ 19:00

Assim que as familiares senhoritas Bennet, personagens do famoso romance Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, pipocam na tela, você vê que tem alguma coisa bem diferente neste filme. Ao invés de estarem tricotando ou fazendo crochê, como o livro clássico sugere que seja de bom tom para uma mulher pertencente à sociedade aristocrática londrina do século 19, elas estão limpando suas armas. Oi? E ao se arrumarem para um baile, elas levantam as longas saias de seus vestidos e acrescentam perigosas facas a coldres em suas pernas. Como existem zumbis à solta, Elizabeth Bennet precisa, ao invés de arrebatar o coração de Mr. Darci, arrancar algumas cabeças de mortos-vivos no filme Orgulho e Preconceito e Zumbis, adaptado do livro de mesmo nome, uma paródia do clássico, escrito por Seth Grahame-Smith.
Pride and Prejudice and Zombies
A história basicamente segue Elizabeth Bennet, a segunda de cinco irmãs que fazem a coitada da mãe perder o sono ao pensar em onde arranjar bons maridos. No original, Liz já é diferente da mulher normal da época, que só pensa em casar. E como os tempos são diferentes, com ataques zumbis e tal, neste filme Liz só pensa em matar zumbis e salvar a humanidade da praga. Ela foi treinada por mestres shaolin na China e é versada em artes marciais. Claro que ela se apaixona por Mr. Darci, mas não por causa de seus lindos olhos, ou seu cabelo, mas porque ele é um exímio lutador. E em meio a zumbis, lutas e bailes, o romance desabrocha.

O livro de sátira é muito fiel ao original, de Jane Austen, com a exceção dos zumbis, lógico. O filme tentou seguir os livros nos primeiros trinta minutos, mas aí largou mão e fez umas adaptações e uns cortes necessários pra coisa toda se mover em um ritmo bom. Se bem que isso acabou prejudicando o filme, que estava muito engraçado e original e acabou caindo no lugar comum, cheio de clichês idiotas. O que parecia um filme de aventura, com muito humor negro e um pouquinho de terror (nem dá pra dizer isso, pois os zumbis não dão medo e as mortes normalmente não são mostradas na câmera), acabou virando um romance melodramático chatérrimo.
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Uma coisa bacana foi a montagem no começo do filme, durante os créditos, explicando alguns detalhes que facilitam o entendimento da história e alguns pontos-chaves, principalmente pra quem não leu o livro. E o destaque ficou com o roubador de cena, Mr. Collins, que em ambos os livros tem um papel bastante restrito, mas no filme teve sua participação ampliada – logicamente porque o ator é nada mais nada menos que o Dr. Who Matt Smith. Ainda bem que ampliaram, porque o cara é genial e garante ótimas tiradas, com seus trejeitos e maneirismos irresistíveis. O que é a hora que ele fica pra trás, enquanto as irmãs Bennet matam zumbis, segurando a bolsa delas? Morri de rir.
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Assim, de terror o filme não tem nada, tá mais pra um filme água com açúcar com alguns mortos-vivos pipocando na tela. A história não é lá muito consistente, os atores e suas atuações não são lá muito expressivas, mas o filme é engraçadinho e perfeito pra um domingo à tarde (melhor que ficar vendo Faustão em casa). E a parte de ver a mulherada chutando a bunda de zumbis, e dando de dez a zero em cima de muito marmanjo, é incrível. Vale a pena conferir, e dá pra levar a família inteira sem medo de errar.
Nota:

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Orgulho e Preconceito e Zumbis

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